No próximo domingo, dia 3 de maio, celebra-se o Dia da Mãe, figura que na Igreja encontra a expressão plena e de solicitude em Maria, a Mãe de todos nós.
A maternidade divina é fonte e origem da vida. Toda a vida criada por Deus participa deste dom, que se manifesta de forma singular em cada expressão materna. Gerar vida humana em comunhão é, simultaneamente, obra de Deus e resposta livre da vontade de cada pessoa.
“A evangelização é o desafio mais forte e sublime, que a Igreja é chamada a enfrentar desde a sua origem. Na verdade, o que propõe este desafio não são tanto as situações sociais e culturais que ela encontra ao longo da história, mas sobretudo o mandato de Jesus Cristo Ressuscitado, que assim define a razão da existência da Igreja: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a criatura” (Mc 16, 15), (VS 106). A raiz da nova evangelização e da vida moral suscita frutos de santidade e de missionação, obra do Espírito de Cristo, princípio e força da fecundidade da Santa Mãe Igreja (VS 108). A evangelização nunca será possível sem a ação do Espírito Santo.
Damos graças a Deus pelo dom da maternidade humana, através da qual o amor se torna fecundo no mistério da vida. No seio materno, realiza-se o admirável processo da geração de um novo ser humano, envolvendo dimensões biológicas, genéticas, psíquicas e espirituais, que se entrelaçam no surgimento de uma vida nova.
Como é bom gerar, procriar, nascer, viver, crescer e educar a vida humana, dom que nos é confiado através dos nossos progenitores e, de modo muito especial, pela missão da mãe. Trata-se de um tesouro precioso e frágil, que somos chamados a agradecer, respeitar e cuidar ao longo de toda a vida.
Neste espírito, agradecemos o dom das nossas mães e celebramos, em festa, o primeiro domingo de maio, o Dia da Mãe em Portugal.
A maternidade humana, também é um dom sobrenatural, fonte de vida espiritual, concedido por Deus, que é Pai Criador e Senhor da Vida. Deus, que através do seu amor derramado nos nossos corações pela graça do Espírito Santo e da missão da Igreja, mostra a toda a humanidade o coração e rosto materno de Deus.
O Papa Francisco recordou-nos, em Fátima: “Temos Mãe!”. À luz desta certeza, somos chamados a viver, na família e na Igreja, a riqueza da paternidade e da maternidade, humana e sobrenatural.
Pela obra de Deus, Criador do céu e da terra, e pelo dom de Maria, que nos deu Jesus, somos convidados a honrar as nossas mães como filhos agradecidos e a rezar por elas, reconhecendo nelas um sinal vivo do amor de Deus.
Este Dia da Mãe ganha um significado especial na nossa Diocese, com a ordenação de dois diáconos: Francisco Ferreira e Tiago Rio, sinal da maternidade espiritual da Igreja. Convido-vos a estar presentes na Catedral, no dia 3 de maio, às 17h00, para participar no rito da Ordenação. Será um dia de festa para toda a Igreja diocesana, que deve contar com a presença de todos.
Rezemos por eles, chamados a servir a Igreja e o seu povo em verdadeiro espírito de caridade, com “um amor preferencial pelos pobres”.
Na sua exortação sobre o amor aos pobres, o Papa Leão XIV recorda-nos a importância de ir ao encontro dos mais necessitados, cuidando deles com caridade, pois neles o próprio Jesus tem algo a dizer-nos (cf. Dilexi te, n.º 5).
O diaconado, como primeiro grau do Sacramento da Ordem, é uma vocação que deve ser promovida. É necessário suscitar novos candidatos ao sacerdócio e ao ministério como diáconos permanentes, que são homens casados ou celibatários, chamados a servir a Igreja, quer na evangelização, quer no cuidado dos pobres. A nossa Diocese conta já com um grupo em discernimento vocacional, mas é missão de todas as comunidades continuar a promover e a cultivar as vocações na Igreja.
Rezemos juntos pelo aumento das vocações.
Agradeço a todos os sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos o generoso trabalho como discípulos missionários ao serviço da Igreja.
António Luciano, Bispo de Viseu