A Igreja celebra hoje, 19 de março, a Solenidade de São José, também conhecido como o Dia do Pai. É uma data que mobiliza as nossas comunidades paroquiais a fazer a festa da família, especialmente as crianças, os adolescentes e os jovens, que preparam este dia com entusiasmo e alegria.
Que o exemplo de São José inspire todos os pais na sua missão de amor, cuidado e dedicação, fortalecendo os laços familiares e a vivência da fé no quotidiano.
Imitemos as virtudes de São José. Era um homem justo, orante e piedoso, guarda fiel da família de Nazaré. Pai adotivo de Jesus, educador incansável do filho de Deus e esposo fiel de Maria. Rezemos pelos pais! Rezar não é difícil para quem ama. Mas é exigente para quem quer ser fiel cumpridor da sua missão. Exige lealdade, fidelidade, generosidade, honestidade e humildade.
O poder da oração:
Este tempo litúrgico da Quaresma é um tempo favorável à oração e à conversão do coração a Deus. Somos chamados a rezar juntos, com fé, esperança e caridade, seguindo o exemplo de Jesus, que se dirigia ao Pai em oração. Os discípulos diziam a Jesus: “Senhor, ensina-nos a rezar.”
A oração é um dom gratuito, oferecido a todos. Quando o Homem reza, algo muda dentro de si e à sua volta. Orar não é difícil. Difícil é, talvez, ser simples.
A Igreja vive da oração e tem na oração litúrgica a sua expressão mais plena. Como recordava São João Paulo II, “família que reza unida permanece unida”.
Para quem vive preso à complexidade, ao pensar de forma complicada, de modo confuso e com dificuldades em se relacionar, a oração pode parecer uma tarefa exigente e distante.
Orar ou rezar é procurar um caminho de comunicação com Deus, através das palavras, dos pensamentos, das imagens e também do silêncio interior.
Sem uma profunda união com o Senhor, não há verdadeira fecundidade espiritual. Por isso, não nos cansemos de rezar, pois quem reza com confiança não desiste de oferecer a sua vida ao projeto de Deus.
A oração transforma vidas e abre o coração à graça, permitindo acolher os dons e os favores que Deus concede.
O poder da entrega:
Entregar-se como Maria de Nazaré e São José ao serviço de Deus e da Igreja é um desafio atual para todos os batizados. Desta forma, somos desafiados a viver o caminho sinodal juntos na “comunhão, participação e missão”. No amor oblativo e de entrega ao serviço de Deus e da Igreja, à semelhança dos consagrados, São José ajuda-nos a amadurecer a vocação, a consagração e a missão. “O autêntico amor à Igreja prova-se pela fidelidade às suas orientações, emanadas do Espírito Santo”.
São José, rico em disponibilidade interior, arauto da esperança, zeloso no serviço e diligente na caridade entregou a sua vida ao projeto de Deus, como testemunho de uma fé viva ao serviço da família e da Igreja. Recorremos a ele pedindo a proteção das famílias e uma bênção para os pais, formadores dos Seminários e seminaristas.
O poder do bem:
Só o amor humilde é capaz de fazer o bem crescer na indulgência e na prática do perdão. Perdoar é também uma questão de justiça e de misericórdia.
A vida espiritual só se pode desenvolver num clima de paz, de verdade e de concórdia, na relação com Deus e com os irmãos. “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. Não há maior prova de amor, do que dar a vida pelos amigos”.
A prova mais visível do amor de Deus é a caridade fraterna para com os homens considerados irmãos em Jesus Cristo. Se há algo de verdadeiramente bom em alguém, é certo que foi Deus quem o fez.
Aprendamos a fazer o bem à maneira de Jesus e peçamos a São José a graça de sermos construtores de um mundo novo, cheio de esperança, de paz, de justiça, de fraternidade e de solidariedade humana.
No próximo sábado, dia 21, às 14h30, caminhemos juntos pela defesa da vida humana. A concentração será junto ao pavilhão Multiusos, em Viseu.
António Luciano, Bispo de Viseu