Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

Com o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, inicia-se a Semana Santa, que os antigos cristãos chamavam “Semana Maior”, coração do mistério da nossa fé. Neste dia, a Igreja celebra dois mistérios distintos, mas complementares: a entrada solene de Jesus em Jerusalém, para celebrar a sua última e definitiva Páscoa, e a sua Paixão e Morte na Cruz.

São dois momentos litúrgicos, perto um do outro, em que somos convidados a acompanhar os passos de Jesus no momento difícil da sua vida. Isto significa que a Semana Santa que vamos viver deve ser um tempo forte de escuta da Palavra de Deus, de oração pessoal e comunitária, de contemplação do mistério de Cristo, de aprendizagem no sofrimento, de identificação com os pobres e aflitos, de busca de paz interior, de jejum espiritual, de caridade concreta e de tempo com menos palavras e discursos e mais silêncio interior.

Com a Liturgia do Domingo de Ramos, a Igreja convida os fiéis a entrar no mistério da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, oferecida como dom de amor a toda a humanidade. “Amou os seus que estavam no mundo até ao fim”. O Evangelho narra a Ceia Pascal e a Paixão de Jesus, em São Mateus, para nos preparar para na Sexta-Feira Santa escutarmos a narração da Paixão, segundo o Evangelho de São João.

Convido todos os fiéis, pastores e leigos a celebrar juntos com fé, com esperança e caridade, os mistérios da salvação. Que não o façam por rotina, folclore, tradição, mas sim por convicção profunda de comunhão com Cristo Crucificado e Ressuscitado.

A entrada solene como Rei na cidade Santa de Jerusalém, onde morre para dar a vida e salvar o seu Povo. Os judeus recebem Jesus montado num jumentinho e saúdam-No: “Bendito o que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas”!

Quem é o Rei da glória que vem ao encontro do seu povo?… “Tu és o Rei dos Judeus?”.

A Quaresma chegou ao fim, aproxima-se a Páscoa do Senhor. Cristo anuncia um tempo novo, a festa da libertação do seu povo, a conversão do coração, a passagem do pecado para a graça, da morte para a vida, que irrompe gloriosa na manhã do domingo da Ressurreição.

Como cristãos celebremos na liturgia os mistérios centrais da nossa fé e experimentemos os frutos da salvação. Neste domingo partilhemos a renúncia quaresmal destinada às vítimas da tempestade Kristin.

Preparemos bem o Tríduo Pascal, com a valorização da celebração Vespertina da Eucaristia de Quinta-Feira Santa, última ceia onde Cristo se ofereceu à humanidade como “Pão Vivo descido dos Céus”. Anunciemos ao mundo a presença real de Jesus Cristo, no Santíssimo Sacramento do Altar. Rezemos pelo povo de Deus, pelos pobres, pelos sacerdotes, ministros da Palavra, da Eucaristia e da caridade, pelos seminaristas e pelo aumento das vocações sacerdotais. Valorizando o gesto do lava-pés, aprendamos a servir os irmãos à maneira de Jesus. Não fiquemos na exterioridade do mistério, dos atos e das palavras, mas aprendamos a interiorizar o encontro com Jesus Cristo, o Vivente.

Vivamos a Sexta-Feira Santa, dia de jejum e de abstinência, meditando na Paixão e Morte de Jesus, procurando dar sentido à nossa existência e à nossa fé. Rezemos juntos pela Paz!

Façamos do Sábado Santo um dia de silêncio, de oração e de contemplação na expetativa da Ressurreição de Jesus. Solenemente, participemos todos na Vigília Pascal e celebremos a Eucaristia do Domingo de Páscoa com alegria e com esperança renovada.

+ António Luciano, Bispo de Viseu

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