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Responsáveis apelam aos «laços de irmandade e fraternidade».
Várias confissões religiosas em Moçambique assinaram um comunicado conjunto após os episódios de violência que tiveram lugar na província de Cabo Delgado, no norte do país.
“Nestes momentos, apertemos os laços de irmandade e fraternidade que existem entre todos os fiéis de qualquer crença e unamos forças para não permitir que o mal nos divida e vença”, lê-se no documento assinado pela Diocese de Pemba da Igreja Católica, o Conselho Islâmico de Moçambique, o Congresso Islâmico de Moçambique e Conselho Cristão de Moçambique – Cabo Delgado.
No comunicado, as confissões religiosas recordam que onde, recentemente, caminhavam “com confiança entre vizinhos e em liberdade, hoje aparecem e crescem a desconfiança e o medo”.
“A convivência está magoada e o nosso futuro questionado”, afirmam na mensagem “de conforto, luz e coragem” publicada pelos “graves acontecimentos” de violência na Província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
As religiões observam que os acontecimentos nos distritos de Mocimboa da Praia, Palma, Nangade, Macomia e Cluissanga “mostram o quão frágeis e vulneráveis” são quanto à “segurança, vigilância, de mentalidade em relação à paz, amor ao próximo, justiça e tolerância”.
“Somos chamados à convivência harmoniosa que favorece a comunhão. Na nossa província sempre houve relações de respeito entre membros das diferentes religiões e crenças, etnias, raças, partidos políticos e solidariedade para com os imigrantes de países vizinhos e não só. Não permitamos que ninguém nos divida”, apelam no documento divulgado pela Fundação católica portuguesa Fé e Cooperação – FEC.
Neste contexto, apelam às autoridades civis a “maior vigilância” de indivíduos ou grupos que “aliciam e mobilizam cidadãos inocentes” a se juntarem “a grupos criminosos” e às famílias incentivam ao diálogo e união e a “não aderir ou aceitar ofertas de emprego ou de valores monetários de origem e pessoas duvidosas”.
A Igreja Católica, o Conselho Islâmico de Moçambique e o congresso e o Conselho Cristão de Moçambique às autoridades pedem e exigem que “investiguem a fundo as causas de tais ataques” e que “não sejam violados os direitos das pessoas, de nenhuma delas”.
“Não podemos aceitar que, sob o pretexto de procurar malfeitores, o povo seja vítima do abuso de poder por parte daqueles que o devem proteger”, assinalam.
A 15 de junho, o bispo de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa, tinha dado conta em comunicado que se “vive ao sabor do medo e da insegurança” na região, desde outubro de 2017, quando tiveram início uma série de ataques atribuídos a grupos radicais islâmicos.
G.I./Ecclesia:CB/OC

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