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«Acolher, proteger, promover e integrar» são as propostas deixadas, a partir do convite do Papa Francisco.
A Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) vai promover, de 12 a 19 de agosto, a Semana Nacional das Migrações 2018, com o tema ‘Cada forasteiro é ocasião de encontro – Migrantes e refugiados no caminho para Cristo’.
“Convidamos cada cidadão a estar atento a quem tem à sua volta e conhecer a sua história”, incentiva a diretora da OCPM, em declarações à Agência ECCLESIA.
Eugénia Quaresma observa além das migrações forçadas, a que se assiste “pela televisão”, também há “outras causas que são ocasião de encontro”.
Neste contexto, realça que o “desafio” para a Semana Nacional das Migrações 2018 está nos “detalhes” de quatro verbos – “acolher, proteger, promover e integrar” – e que foi lançado pelo Papa Francisco no início deste ano.
“O Santo Padre espera que a sua Igreja esteja atenta e que veja oportunidade de crescimento pessoal, crescimento comunitário, crescimento cultural”, desenvolve Eugénia Quaresma.
O padre Geraldo Finatto, da Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeu (Scalabrinianos), refere, por sua vez, que quando se abre “os olhos para o mundo, para o outro” há um enriquecimento mútuo e um caminhar em conjunto.
“O outro já não é mais o estrangeiro”, realça o sacerdote brasileiro a viver na Amora, Diocese de Setúbal, desde 2015, depois de 29 anos com as Comunidades Migrantes Portuguesas, nos arredores de Paris.
Para o religioso Scalabriniano “foi duro” deixar o seu país, mas “foi bom viver esta experiência nova” e os portugueses “também valorizavam” o serviço que prestou na França.
“Todos temos de sair um pouco dos nossos hábitos e a nossa fé obriga-nos a uma escolha, um salto no desconhecido que é um risco, mas vale a pena correr”, desenvolveu.
A diretora da OCPM realça que Portugal é um “país de diáspora” e é nesse contexto que se assinala a 46.ª edição da Semana Nacional das Migrações para “acolher quem vem de férias”, e faz questão de passar por Fátima.
Neste contexto, e de ligação ao santuário mariano, a semana vai começar com a Peregrinação do Migrante e do Refugiado à Cova da Iria, este ano presidida pelo cardeal cabo-verdiano D. Arlindo Gomes Furtado, dias 12 e 13 de agosto.
“É ponto de encontro e reflexão. A Pastoral das Migrações quer promover a perceção de unidade e comunhão”, desenvolve Eugénia Quaresma.
“Este dia que vivemos em Fátima mostra que o coração fala tão alto porque quando os migrantes saíram muita gente levou Maria com eles”, acrescenta o padre Geraldo Finatto, para quem “é bonito ouvir da parte do povo migrante” dizer que foram “bem-acolhidos”.
O missionário Scalabriniano comenta que o estrangeiro chega “com uma história, à procura de alguma coisa”, sobretudo uma vida melhor, e quem está nos países de destino “nem sempre pensa assim” e vê “alguém que vem mudar hábitos, tirar certas oportunidades”.
A Paróquia da Amora, destaca, tem “um grande privilégio” de ser constituída por várias comunidades, a maior parte de países lusófonos, e na Festa do Beato João Batista Scalabrini, primeiro domingo de junho, todas têm “visibilidade” e partilham a sua vivência da fé e a cultura.
A 46.ª Semana Nacional das Migrações, entre 12 e 19 de agosto, vai terminar com uma Jornada de Solidariedade, nas dioceses/paróquias, com uma proposta de oração pelos migrantes e a recolha de donativos para a Obra Católica Portuguesa das Migrações10.
Eugénia Quaresma, diretora da OCPM, apela a que não se “perca a oportunidade de encontro”, de “fazer pontes”, e à atenção aos que “vão chegar às diferentes dioceses, de férias” e até a atividades especificas na pastoral juvenil.
G.I./Ecclesia:HM/CB/OC

CategoriaIgreja, Pastoral

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