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Papa Francisco participa nos dias 25 e 26 de agosto mas agenda não se limita ao encontro, em Dublin.
O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família de Portugal explicou que o Encontro Mundial das Famílias 2018 “é para celebrar, refletir e rezar a realidade da família”, com casais de todo o mundo e os seus filhos.
“O encontro situa-se num caminho, num processo de receção, de aprofundamento e reflexão da ‘Amoris Laetitia’, e é sempre uma oportunidade para pôr em evidência a força do Evangelho da família”, afirma D. Joaquim Mendes.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, realçou no Encontro Mundial das Famílias em Dublin, na Irlanda, a partir desta terça-feira, até 26 de agosto, vão ser “guiados” pela exortação apostólica que o Papa Francisco publicou depois das duas assembleias do Sínodo dos Bispos dedicados à família.
O 9.º Encontro Mundial das Famílias tem como tema ‘O Evangelho da família, alegria para o mundo’.
“Vai ser uma experiência forte que marca profundamente as famílias. A participação nos encontros internacionais impulsionam, dinamizam, impelem-nos a envolver e a partilhar”, observou o bispo auxiliar de Lisboa.
O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família, da Conferência Episcopal Portuguesa, adianta que se inscreveram no Departamento Nacional da Pastoral Familiar entre 50 a 60 casais, para além dos filhos.
Ana Oliveira, da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, explicou que desde 2010 ficaram “muito entusiasmados” por existir este tipo de dinâmica para as famílias cristãs”, uma vez que a experiência do casal, enquanto jovens nos grupos juvenis e na Jornada Mundial da Juventude, sentiam “a força que trazia à experiência pessoal e crescimento”.
“Ficamos com vontade e estando reunidas as condições este ano, agora já com mais uma filhota pequenina [três filhos no total], é uma forma de nos ajudar a crescer enquanto pessoas, cristãos e famílias. É também dar testemunho aos nossos filhos, mostrar mais famílias como nós”, desenvolveu.
Já Manuel Oliveira sublinhou a “oportunidade” de ouvir “testemunhos” e conhecer “experiências de outras pessoas” que vão permitir “caminhar de forma mais interessante no caminho de Cristo”.
Ana Oliveira destaca a “oportunidade” de trabalharem primeiro no seu conhecimento e depois na realidade paroquial, por exemplo, como membro da equipa de preparação para o batismo onde recebem “muitos casais que não têm uma vivência pessoal, familiar igual”.
“Temos de trabalhar o respeito e acolhimento sempre na transmissão da Palavra. Acreditamos que este encontro pode trazer ferramentas e força e mensagem para receber melhor estas famílias”, acrescenta.
O Papa Francisco, que vai estar na Irlanda nos dois últimos dias do encontro mundial, a 25 e 26 de agosto, convidou as famílias a serem elas próprias evangelizadoras das famílias.
“Testemunhas do amor de Deus e da sua misericórdia”, contextualiza D. Joaquim Mendes.
Como preparação para o encontro mundial, o presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família explica que procuram “envolver as paróquias, os movimentos, as famílias” e traduziram para português as sete catequeses publicadas pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), que promove o encontro mundial.
No caso da Família Oliveira, Manuel comentou que as catequeses têm um “texto muito interessante” e formato “para ser lido em contexto familiar”, realçando que falam de “fragilidades próprias de uma família”.
A “dinâmica foi feita em casal, com curiosidade pelos mais pequenos”, revela, e Ana Oliveira acrescenta que “a preparação do encontro foi já um encontro” para os cônjuges.
O Encontro Mundial das Famílias começa com um congresso – palestras, workshops, testemunhos e debates – de 22 a 24.
Do programa consta celebração diária de Eucaristia, oração, exposições culturais e apresentações musicais; Este sábado, com a presença do Papa Francisco, tem lugar o Festival das Famílias e o evento termina com a Missa de encerramento, a 26 de agosto.
G.I./Ecclesia:PR/CB

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