Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

No terceiro encontro do ciclo “O desafio da (i)Humanidade de grupo” para analisar o documento ‘Recomeçar e Reconstruir’, da Conferência Episcopal Portuguesa, partilharam os seus pontos de vista o Bispo da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança e também representantes das Dioceses de Bragança-Miranda, Funchal, Vila Real e Viseu.

O Bispo da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança afirmou hoje que a pandemia acentuou a “mudança de época” em curso e reclama da Igreja Católica a capacidade para fazer “uma proposta e um convite”.

D. Rui Valério lembrou na terceira sessão dos colóquios “O desafio da (i)Humanidade de Grupo” a afirmação do Papa Francisco, quando refere que “mais do que uma época de mudanças”, assiste-se a uma “mudança de época”, que coloca a sociedade rumo a “um novo tempo”.

“Pelos exemplos e pelos casos da História, sempre que há um novo tempo, há duas coisas que são necessárias: uma proposta e um convite”, afirmou o Bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança.

D. Rui Valério disse que o primeiro desafio é “sentir que há uma mensagem”, uma “qualquer coisa” a apresentar, que se sintetiza na “palavra vida, no sentido evangélico” e o convite é à conversão, à mudança, o que “exige coragem da Igreja Católica”.

O sargento Joaquim Marçalo, numa intervenção em representação da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança, lembrou que hoje os militares trabalham em “operações de paz”, como acontece na atual pandemia, com homens e mulheres que “dão a sua vida pelos cidadãos”.

Henrique Ferreira, da Diocese de Bragança-Miranda, alertou para a necessidade de ser criado um “programa nacional de formação de adultos em tecnologias da informação”.

“A infoexclusão  agravou as desigualdades, através das escolas, da proliferação das solicitadorias, que é uma área de exploração dos pobres”, afirmou.

O presidente da Comissão Justiça e Paz de Bragança-Miranda disse que, na região, “não há mais de meia dúzia de aldeias onde a internet e a televisão chegue em boas condições” e valorizou o trabalho de coordenação do voluntariado desenvolvido pela Diocese e pelo Instituto Politécnico de Bragança.

O presidente da Cáritas Diocesana do Funchal lembrou que a economia na Região Autónoma da Madeira depende do turismo e, por isso, “há famílias inteiras” no desemprego.

Duarte Pacheco disse que a instituição esteve sempre “na linha da frente” a prestar respostas sociais e configura agora a sua ação para combater a solidão, através de uma equipa que contacta as pessoas que são ajudadas.

Sandra Marcelino, da Cáritas Diocesana de Vila Real, sublinhou a necessidade de “reforçar o papel da sociedade no seu todo” na procura de respostas sociais “em proximidade”, deixando cada cidadão a sua “pegada de apoio”, na “área reflexiva ou científica”, ou “no terreno”.

A representante da Cáritas Diocesana de Vila Real promove “Contratos Locais de Desenvolvimento Social” (CLDS ) para garantir a coesão territorial “em várias vertentes” e o apoio a quem precisa, nomeadamente imigrantes, sem possibilidade de serem apoiados na educação, e desempregados que chegam até às estruturas locais com “gravíssimos problemas de rendas em atraso, alimentação para colocar na mesa, pagamentos de luz, de água”.

O presidente da Cáritas de Viseu valorizou o trabalho de rejuvenescimento da organização, no contexto da preparação para a Jornada Mundial da Juventude, as ações de proximidade e os sinais de “generosidade espontânea” de empresas, grupos profissionais, cidadãos e também estruturas de outros países.

“Assistimos à internacionalização da generosidade: fomos contactados por uma diocese alemã que se propõe ajudar a Diocese de Viseu no âmbito da crise Covid”, informou.

CategoryDiocese, Igreja

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