Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

Observatório Pastoral

 

Dando sequência aos aspetos anteriormente abordados sobre o Batismo – renascer em Cristo e início de um caminho – fixamo-nos, desta feita, noutras perspetivas, igualmente fundamentais: sacramento da pertença e participação.

A ritualidade batismal, na sua rara beleza, significado e denso conteúdo antropológico, teológico, litúrgico e eclesial, remete, não exclusivamente, para a pessoa do neófito, criança ou adulto, mas para os frutos ou efeitos batismais: incorporação a Cristo, pertença ao Seu Corpo, a Igreja, e participação na vida eclesial e social. Pertença e participaçãoconlevam outras consequências, expressas no conjunto ritual do Batismo.

Ao acolhimento, de certo modo iniciado no pedido do Batismo e ritualizado na celebração, sucedem-se os restantes momentos do ato sacramental, incidentes no sentido de pertença e participação: a proclamação da Palavra de Deus, evocando o novo nascimento, a fé, a pertença a Cristo e à Igreja, a vida nova; os ritos centrais, com a renúncia ao mal, profissão de fé e a infusão da água; os ritos explicativos, na unção com o óleo do crisma, imposição da veste branca, entrega da luz de Cristo, oração e gesto “effetha” (abre-te), para que a Palavra se escute e professe a fé; e ritos finais, na oração do Pai Nosso, bênção sobre a mãe, o pai, os presentes e envio.

Pertença e incorporação a Cristo e à Igreja. No Batismo, são gerados os membros da Igreja que, incorporados a Cristo, participam na Sua morte e ressurreição. A Igreja, Corpo de Cristo, composta de muitos e diversos membros, torna-se, assim, continuidade atuante na Sua missão sacerdotal, profética e real (cf. 1 Cor 12,13; Gl 3,27).

Participação na missão da Igreja. Cada batizado, pertencente a Cristo e à Igreja, é impelido à acção, não só individual, mas em união de espírito com os irmãos, em Igreja. Ao apelo da pregação de Pedro, no dia Pentecostes, e interpelação dos ouvintes: «que devemos fazer?», o Apóstolo respondia: «cada um de vós arrependa-se e receba o Batismo em nome de Jesus Cristo» (Act 2,37-38). O batizado renasce, assim, para uma vida nova e, iluminado pela fé, assume como tarefa o testemunho cristão, em atitudes consequente, na comunhão com o Pai, por Cristo, no Espírito (cf. Ef 4,2-6) e em fraternidade eclesial.

Todo o batizado recebe a graça de pertençaespiritual, afetiva e efetivamente a Cristo e à Igreja, Seu Corpo e, como tal, é convocado ao compromisso responsável na vida do Povo de Deus, no que lhe compete, por dever e direito, segundo o seu estatuto, no serviço do anúncio, celebração e testemunho, não só assistindo, mas atuando. Alimentado em Cristo, Senhor da Esperança, será capaz de tão nobre, mas comprometedora, missão.

 

José Henrique Santos (SDPL)
CategoryDiocese, Pastoral

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