
Esta afirmação da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios, conhecido como o “Cântico do Amor”, ou o “Hino à Caridade” (cf.1Cor 13, 1-13), exalta o dom por excelência, que é o amor a Deus e ao próximo. Paulo retoma o dom dos carismas e dos serviços numa perspetiva de uma pastoral de conjunto, sob o ângulo da construção de uma verdadeira comunidade cristã renovada e sinodal.
O pilar do acolhimento, da escuta, da proximidade, do diálogo, do serviço e da caridade fraterna são importantes para a construção de um rosto renovado da Igreja atenta aos problemas do nosso mundo, que tem um “amor preferencial pelos pobres”.
Vivamos com alegria a missão e espírito da Cáritas e levemos ao coração de todos esta chama de amor e de compromisso, de uma Igreja que quer ser pobre no meio dos pobres.
Estamos a viver a Semana Nacional Cáritas, com dinâmicas de sensibilização, oração, caridade e ajuda humana específica da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, através de estruturas organizadas nas paróquias para socorrer as pessoas mais pobres e carenciados das nossas comunidades.
A missão da Cáritas é importantíssima e atual na vida da Igreja e do mundo. É uma resposta organizada e feita em equipa, com discernimento para responder à diversidade de situações concretas, de problemas sociais emergentes no nosso tempo, provenientes das mais diversas frentes e latitudes.
A Cáritas procura ser o coração e os braços da Igreja Católica a nível diocesano, nacional e internacional para ser uma resposta efetiva da hierarquia aos mais necessitados e marginalizados da sociedade atual. A Semana da Cáritas, quer sensibilizar através de conferências, iniciativas diocesanas e nacionais os cristãos e pessoas de boa vontade para a prática efetiva da caridade.
Os cristãos devem mostrar à comunidade a importância da Cáritas e a necessidade de acolher este tema como urgente e atual, para socorrer os mais necessitados da nossa sociedade.
No próximo Domingo, 3.º da Quaresma, as nossas comunidades cristãs são convidadas a rezar e a contribuir para a missão “Cáritas”, através do peditório nas Eucaristias, de modo que a sua partilha económica, ajude os mais carenciados através da missão da “Cáritas”, a mostrar ao mundo o verdadeiro rosto da Igreja, o seu amor e partilha fraterna com os mais pobres.
Peço a todos os diocesanos que colaborem com a missão da Cáritas Diocesana, rezem pelas suas intenções e ajudem os pobres com a sua partilha, o seu serviço, a sua caridade e o seu sorriso.
Senhor ensina-nos a sermos generosos, a dar sem medida, a retribuir o mal com o bem, a servir sem esperar recompensa, a abeirar-me daquele que menos me agrada, a fazer o bem ao que nada me pode retribuir, a amar sempre gratuitamente, a trabalhar sem procurar repouso, a dar mais e melhor na “fé na esperança e no amor, na certeza de que a maior virtude de todas é o amor” (cf.1Cor13,13)
+António Luciano, Bispo de Viseu