O núcleo de Viseu da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) promoveu, na manhã desta quinta-feira, 12 de março, a conferência “Inteligência Artificial e ESG nas PME”, em colaboração com a Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV), no Edifício Expobeiras.
O encontro, que contou com a presença de vários empresários, abordou os desafios atuais enfrentados pelas empresas, numa era marcada por uma crescente complexidade ambiental, social e económica, que exige novas respostas, modelos inovadores e competências atualizadas. Ao mesmo tempo, esteve em destaque o papel transformador da Inteligência Artificial, essencial para potenciar a produtividade, ampliar o impacto das empresas e promover práticas de sustentabilidade.
A sessão de abertura contou com as intervenções de Paulo Sousa, diretor Geral da AIRV, e de José Coelho, presidente da ACEGE Viseu, que abordaram os desafios que se colocam hoje às Pequenas e Médias Empresas (PME) e a pertinência do tema no contexto laboral. “O ciclo de conferências que a ACEGE promove, em parceria com os seus patrocinadores, decorre em oito cidades de Portugal e é um privilégio que Viseu esteja incluída. Vivemos tempos desafiantes e apenas as empresas que adotarem boas práticas de ESG – ambiental, social e de governação – estarão preparadas para o futuro”, realçou José Coelho, sublinhando que “a Inteligência Artificial deve ser utilizada como instrumento estratégico para promover a sustentabilidade nas PME e otimizar processos, analisando rapidamente grandes volumes de informação, que de outra forma levaria dias”.
Seguiu-se uma mesa redonda com a intervenção de Cristina Melo Antunes, diretora de sustentabilidade no Santander, e de Ricardo Zózimo, professor de sustentabilidade da Nova SBE.
Esteve também presente na sessão Jorge Líbano Monteiro, Secretário-Geral da ACEGE, e o Bispo de Viseu, D. António Luciano, que encerrou a sessão.
O Bispo começou por felicitar todos os envolvidos, sublinhando a importância de iniciativas como esta, que promovem a aquisição de conhecimento, contribuindo para a inovação empresarial, a responsabilidade social e a sustentabilidade nas empresas. O Bispo destacou ainda a importância de se refletir sobre o impacto da Inteligência Artificial nas várias áreas da vida, em especial neste contexto empresarial.
Alertou para a necessidade de se cumprirem regras que implementem a ética e os valores morais, destacando o papel das PME, que devem ter abertura à tecnologia, incluindo à Inteligência Artificial, mas que esta deve servir a pessoa humana, no horizonte da justiça e da valorização do trabalho, tendo sempre presente o bem comum.
D. António Luciano frisou ainda a importância da formação laboral permanente e mais capacidade de resposta para acompanhar a evolução tecnológica. “Os desafios da Inteligência Artificial não podem ser ignorados, porque estes acompanham-nos diariamente e não podemos ficar alheios à projeção e impacto que causam no tecido empresarial”, sublinhou.