Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

Para além da utilização regular nas celebrações da liturgia ao longo do ano, há períodos do calendário litúrgico onde a presença de peças que pertencem ao âmbito dos bens culturais é mais alargada e diversificada, como acontece na Semana Santa e na Páscoa. Trata-se de uma presença que, para além do aspeto funcional de cada objeto e do acréscimo de beleza que se reveste de maior relevância nestes períodos, enquadra também um forte sentido evangelizador e pedagógico, estabelecendo pontes entre o sensível e o espiritual.

Recorrentemente são também utilizadas peças que ao longo do ano se encontram em espaços museológicos ou nas sacristias, representando a sua integração nas cerimónias a observância do propósito para o qual foram executadas. São exemplos as Âmbulas dos Santos Óleos, as bacias dos lava-pés, a Urna do Santíssimo, as matracas ou algumas esculturas e pinturas.

Os estandartes que marcam a identidade das irmandades, as imagens processionais, amplamente utilizadas nas celebrações da Paixão e Morte de Cristo, complementadas por adereços diversificados, como as luminárias e a música, enquadram um elevado impacto cenográfico, com grande realismo, e ocasionam um maior envolvimento emocional e de vivência da fé por parte dos crentes. Em simultâneo, os não crentes, para além do interesse cultural com que presenciam estas cerimónias, compreendem a relevância que estas assumem enquanto narrativa do sofrimento de Cristo e das dores de Nossa Senhora no contexto da Igreja Católica. A música, o uso das matracas e os percursos processionais pelas ruas transformam as localidades num cenário sagrado. Podem estas ocasiões contribuir para aproximar alguns batizados que estavam afastados da Igreja ou despertar nos não crentes a vontade em conhecer o caminho de salvação que ali é apresentado? Acreditamos que é importante revalorizar estas celebrações, cuidar de todos os elementos que as compõem, para que constituam ocasiões de aproximação de todos a Deus. Também importante é a explicação de cada um dos elementos, para que, para além da componente visual, ocorra a compreensão do significado das procissões e das várias cerimónias que marcam a Semana Santa e a Páscoa. Cada vez mais há um desconhecimento sobre as cerimónias da Igreja e o seu enquadramento no calendário litúrgico.

Neste âmbito, as peças que agora marcam presença nas celebrações religiosas, quando enquadradas em contexto de museu devem ser acompanhadas de recursos de informação que permitam aos visitantes a compreensão da sua função e simbologia, e não apenas o conhecimento técnico e artístico.

Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu

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