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Cristo Ressuscitou! Aleluia!

A luz venceu as trevas e a vida nova é dada como dom de salvação a toda a humanidade. Esta é a maior e mais eloquente verdade da fé cristã, que deve iluminar a nossa avida e a da Igreja com esperança e alegria.

A morte foi vencida, o túmulo está vazio e a vida triunfou para sempre. Por isso, nesta grande Vigília Pascal vivamos o mistério da Vida Nova, contemplemos a Luz que brilhou em Cristo e venceu o pecado e a morte.

Ele é o fogo novo, a luz verdadeira, simbolizada no Círio Pascal e a água viva que nos faz renascer no batismo. O dia novo da Páscoa amanhece cheio de beleza e de graça, porque o fogo novo do Espírito Santo queima as impurezas dos nossos pecados e as maldades da humanidade.

Cristo ressuscitado é a luz que não se extingue e dissipa as trevas do erro e do pecado, que afligem a humanidade. A luz que brilha no Círio Pascal simboliza Cristo Ressuscitado, a vida nova que os Homens de hoje precisam e que renova todas as coisas.

Cristo, o Vivente, não morre mais, porque Ele é a fonte da vida em abundância, que sacia a nossa sede de Deus e mata a fome às multidões famintas. Que esta Páscoa nos ofereça o desejo de em cada dia buscarmos com alegria o Senhor Ressuscitado, que presente na Igreja caminha connosco diariamente.

Só Cristo ilumina a nossa inteligência e enche de sabedoria o nosso coração, com ternura e compaixão e com palavras divinas, que humanizam a nossa vida e são uma verdadeira esperança pascal.

Celebremos a Páscoa do Senhor, a passagem da morte para a vida, do pecado para a graça. Ao ressuscitar, Cristo revela-se como Redentor de toda a Criação, porque o coração do Homem ferido pelo pecado encontra nele o único remédio.

A terra criada para ser verdadeiramente um jardim pascal, tornou-se um deserto, um lugar de dor, de desespero e de morte. Contudo, Deus não nos abandonou e na manhã de Domingo de Páscoa, ao ser encontrado o seu túmulo vazio, os discípulos e as mulheres foram convidadas a anunciar a vida nova, recriada pelo Espírito Santo.

A Casa Comum não está condenada ao fracasso, por isso cuidemos dela como nos ensinou o Papa Francisco. Como diz São Paulo aos Romanos, “toda a Criação tem gemido e sofrido dores de parto”, aguardando a libertação que vem dos filhos de Deus (cf. Rm 8,22).

Na Ressurreição, esse parto acontece: a criação é reconciliada, restaurada, chamada a participar plenamente do mistério da graça, da glória e da morte e ressurreição de Cristo.

As leituras escutadas no decorrer desta longa Vigília Pascal, de modo tão abundante e diversificado, relatam o caminho desde a Criação até à hora da Redenção.

A proclamação intensa da Palavra de Deus, o canto dos Salmos, o espírito das Orações, o cântico do Glória, a Carta de São Paulo aos Romanos e o anúncio solene do Aleluia preparam a nosso coração para acolher as palavras de Cristo Ressuscitado: “Não tenhais medo; sei que procurais Jesus o Crucificado. Não está aqui Ressuscitou!, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. Ide depressa dizer aos discípulos: “Ele Ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá o vereis.” (cf Mt 28, 1.10)

Alimentando a nossa fé e a nossa esperança, fortalecendo a nossa caridade, cantemos o Aleluia da festa com gestos novos e anunciemos ao mundo as boas festas da Ressurreição de Jesus.

Cristo é a nossa Páscoa, o nosso Cordeiro Pascal Imolado. Pastor e Mestre, Esposo da Igreja e Servidor da Humanidade, é para nós o exemplo de como devemos viver e testemunhar a nossa vocação batismal. Unidos a Cristo, participando da sua Morte e Ressurreição, sejamos a Igreja renovada para com Ele um dia ressuscitarmos para a vida nova pela graça do Espírito Santo.

Olhemos para o mundo marcado por guerras e violências e rezemos pelos que sofrem e morrem sem dignidade humana. Imploremos, diante de tantas dores, a presença de Nossa Senhora, Causa da nossa Alegria, para alcançaremos a mudança que o mundo necessita, tornando-nos verdadeiros discípulos missionários, imitando o exemplo dos companheiros de Emaús.

Desejo a todos vós e às vossas famílias, votos de Felizes e Santas Festas Pascais.

Viseu, 4 de abril de 2026

D. António Luciano, Bispo de Viseu

CategoryBispo, Diocese, Igreja, Viseu

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