Entre os dias 5 e 8 de maio, decorreu, em Campo Maior, Arquidiocese de Évora, o Encontro Jubilar, por ocasião do aniversário de beatificação e canonização de Santa Beatriz de Silva, que contou com a presença de Irmãs da Diocese de Viseu.
Foram três dias de fé, partilha e celebração, marcados pela presença de várias figuras eclesiásticas, tais como: o Núncio Apostólico, Andrés Carrascosa; o Arcebispo de Évora, D. José Senra Coelho; o Arcebispo de Mérida-Badajoz, D. José Rodriguez Carballo; o Ministro Provincial dos Frades Menores de Portugal, Frei José Quintã, e muitos outros sacerdotes de Portugal e de Espanha que se quiseram unir a este evento.
Também participaram no Congresso Irmãs vindas de outros países, como Índia, México, Colômbia, Bolívia e Espanha para conhecerem a terra natal de Santa Beatriz, sua fundadora.
“Em união com irmãs de diferentes nacionalidades, foi profundamente belo regressar às raízes. Este foi o sentimento forte que nos acompanhou ao longo destes dias. Estar na terra de Santa Beatriz permitiu-nos intuir aquilo que marcou o início da sua vida: as devoções próprias da vila a Nossa Senhora e a São João Batista, bem como o carinho das pessoas pelas Irmãs. Nas várias conferências, escutámos diferentes perspetivas que nos ajudaram a compreender melhor o contexto histórico em que Santa Beatriz viveu, no século XV, o que contribuiu, mais uma vez, para renovar em nós o carisma que o Espírito Santo despertou nesta Santa portuguesa. Também a história dos Mosteiros Concepcionistas em Portugal, desde 1606 até aos nossos dias, foi um verdadeiro mergulho na aventura espiritual de tantas Irmãs que nos precederam no nosso país, quinze delas com fama de santidade”, referem as Irmãs.
As monjas viveram duas celebrações particularmente marcantes. A primeira centrou-se na chamada de Deus a esta vocação específica, enriquecida pelo testemunho de quatro Irmãs. A segunda decorreu em torno do Batismo, com a renovação das promessas batismais junto da pia batismal onde foram batizados Santa Beatriz da Silva e o seu irmão, o Beato Amadeu da Silva. “Contemplar mais de uma centena de Monjas Concepcionistas, de velas acesas e em procissão, parecia uma antecipação da eternidade já aqui na terra. Como coroamento de tudo o que vivemos, a visita à Casa-Museu de Santa Beatriz, situada no que resta da casa dos Silvas, permitiu-nos saborear ainda mais a história e a aventura vocacional desta mulher forte, capaz de contrariar a sabedoria mundana do seu tempo. A participação em cada uma das atividades tornou-se motivo de profunda ação de graças pelo dom de Santa Beatriz e pela nossa vocação contemplativa ao serviço da Igreja nos dias de hoje”, concluem.