O diálogo como caminho para a paz e a construção da justiça social, torna-se uma realidade mais fecunda, quando é alimentada pela força da oração. Em Fátima, Nossa Senhora pediu aos pastorinhos para rezar o terço todos os dias para alcançar a paz.
Jesus ressuscitado saúda os seus discípulos, dizendo: “A paz esteja convosco”. Este é um dom precioso de Jesus, que é preciso acontecer no mundo de hoje: na vida de cada ser humano, em cada coração, nas famílias, nas paróquias, nas dioceses, nos países e em todos os ambientes.
Maio é um mês enriquecido pela vivência da devoção a Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, que nos conduz com o seu testemunho de discípula missionária, na reta final do tempo pascal.
Preparando a festa da Ascensão do Senhor ao Céu, a Igreja convida os fiéis a imitar as virtudes de Maria, a rezar em caminho sinodal e a implorar a vinda do Espírito Santo que se manifestou com os seus dons no Pentecostes.
A celebração de tantos atos e momentos de fé, através da Eucaristia, dos sacramentos, de encontros de formação, de eventos e de outras expressões de vida eclesial e social, devem ser um convite à relação com Deus e com os irmãos numa atitude de fé e de diálogo.
Muitas das celebrações e procissões marianas marcam, este mês, o ritmo da vida das comunidades cristãs. As festas são expressões da fé e congregam multidões.
Vivemos num mundo em profundas mudanças, de indiferença, mas que não pode esquecer Deus, com o risco de colocar em causa a sua própria peregrinação existencial. Nesta humanidade, marcada por ódios, violências e guerras, ansiamos pela paz, pela unidade e harmonia fraterna entre os povos. Precisamos de motivações interiores, de luz, de fé, de esperança e confiança para responder aos desafios quotidianos.
O caminho do bem e da santidade, da construção da paz, do diálogo fraterno e da justiça social, requerem uma motivação interior forte e audaz, para proporcionar a cada um a conversão pessoal e a renovação pastoral.
Com confiança em Deus e identificação com Jesus Cristo demos ao mundo razões da nossa fé. Sejamos na esperança construtores de um mundo novo, mais humano, eclesial, justo e fraterno.
Celebramos o primeiro aniversário do Pontificado do Papa Leão XIV, que ficou marcado por um forte apelo à construção da paz “desarmada e desarmante”, ao diálogo na Igreja e entre os povos, como caminho para a unidade.
A celebrações em Fátima, que decorreram nos dias 12 e 13 de maio, nos 109 anos da primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria a três crianças: Lúcia, Jacinta e Francisco, respondamos de novo ao convite da Senhora do Rosário: ”Rezar o terço todos os dias, pela paz”.
Rezar o terço todos os dias pela paz e pela conversão dos pecadores, eis o convite atual da Mãe de Jesus. O compromisso de rezar e celebrar a “Semana da Vida” e o Dia da “Família”, deve ser feito com empenho pastoral com convicção e participação na missão da Igreja.
Celebremos a Festa da Ascensão de Jesus aos Céus, valorizando o 60.º Dia Mundial das Comunicações Sociais da Igreja Católica, que será celebrado no dia 17 de maio, com o tema “Preservar vozes e rostos humanos”, que se foca no impacto da inteligência artificial, na necessidade de autenticidade, verdade e no cuidado com a comunicação humana.
A nossa vida precisa de mudança para acolher os dons do Espírito Santo. Com Maria, Mãe de Jesus, rezemos sempre e sem desfalecer. Anunciemos ao mundo a Boa Nova do Evangelho, que é o próprio Cristo. Como prometeu: “Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos”.
+ António Luciano, Bispo de Viseu