O 11.º Simpósio Nacional do Clero, que decorreu de 31 de agosto a 3 de setembro, em Fátima, contou com a participação do clero da Diocese de Viseu, composto pelo Bispo, D. António Luciano, e por cerca de duas dezenas de sacerdotes e diáconos, assim como seminaristas.
Durante estes dias, os participantes abordaram o tema “Irmãos no sacerdócio e testemunhas do Evangelho”, onde foi destacada a urgência de combater o isolamento e promover a corresponsabilidade nas comunidades católicas.
O Bispo de Viseu, D. António Luciano, considera positivo o balanço deste simpósio, sublinhando a pertinência e atualidade do tema. Para o Prelado, a reflexão promovida ao longo destes dias constitui uma oportunidade para aprofundar esta realidade e reforçar o compromisso da Igreja na construção de comunidades cada vez mais seguras e respeitadoras, assumindo um compromisso sinodal dentro do próprio presbitério e com o povo de Deus.
O Bispo destaca que “a missão evangelizadora da Igreja perante os desafios culturais e digitais no contexto atual não pode ficar indiferente aos caminhos de integração da vida espiritual e pastoral, com tantos tempos, espaços, momentos e ações, sendo preciso melhorar para o crescimento da fraternidade sacerdotal, onde a pessoa humana, o presbitério e a instituição têm um lugar particular e de relevo”.
Perante os desafios atuais que se colocam ao ministério sacerdotal, o Prelado sublinha, ainda, “que a santidade deve nascer de um coração renovado”, reiterando, fortemente, o cuidado de cada um e de todos, devendo cada pessoa também procurar meios e ajuda para a integração, evitando assim cair no isolamento e na solidão.
O simpósio ficou marcado por uma mensagem que o Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, leu do Papa Leão XIV, dirigida aos participantes, pedindo que rejeitem “entusiasmos ingénuos” e “medos estéreis”. O Núncio sublinhou ainda que “nenhum pastor existe sozinho” e que, para acompanhar as pessoas, é necessário “ter um acompanhamento espiritual”.
No último dia do encontro foi apresentado o relatório de síntese dos grupos de trabalho, que identificou como prioridades o combate à solidão, o estabelecimento de maior proximidade com os bispos e a criação de equipas multidisciplinares que auxiliem os párocos em casos de sofrimento complexo e de saúde mental.
O documento estrutural sublinha ainda o valor primordial do encontro físico nas paróquias, alertando para os riscos de saturação e de despersonalização inerentes ao excesso de comunicação digital.