Celebrámos a festa da Apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém, que ocorreu quarenta dias depois do Natal.
Maria e José consagram Jesus ao Eterno Pai e oferecem-no como dom. Saibamos pedir a graça de sermos sempre iluminados pela luz divina, que recebemos no dia do batismo, quando nos tornámos filhos de Deus.
Celebrámos o Dia da Vida Consagrada, na passada segunda-feira, 2 de fevereiro, em clima de júbilo, de festa e de ação de graças, em visita pastoral envolvidos por esta Luz de Cristo, que nos oferece o dom da salvação e ilumina a terra inteira. Convido o povo de Deus a dar graças pelo dom da nossa vocação batismal, a louvar o “Rei da Glória”, a rezar pela perseverança e fidelidade dos consagrados e pelo aumento das vocações de consagração na Igreja.
A vida consagrada é um farol a iluminar o mundo mergulhado em trevas.
É preciso aprender a viver as provações da vida humana iluminadas pela Luz Pascal de Cristo.
Jesus veio ao mundo, ao nosso encontro para nos iluminar e oferecer a luz que ilumina os acontecimentos da nossa vida e das suas circunstâncias.
A tempestade Kristin, que na semana passada ocorreu na zona Centro de Portugal, deixou por todo o lado um rasto de destruição de toda a espécie de bens, com um cenário desolador em tantas casas, igrejas, instituições, empresas, espaços públicos, jardins, campos e florestas, deixando o nosso coração envolvido em dor, com perda de irmãos e de bens, em profunda tristeza.
De imediato surgiu uma onda nacional de solidariedade, de partilha, de voluntariado, de fraternidade e de proximidade, que muito caracterizam a identidade e a dignidade do povo português. Saber estar junto de quem precisa, partilhar a vida, os bens e os serviços cuidando das populações em situação de fragilidade e vulnerabilidade.
Não podemos perder esta característica nacional e nós, enquanto cristãos, temos que saber fazer da caridade uma onda de bondade e fraternidade, onde a solidariedade com quem precisa, se deve tornar o fio condutor do testemunho da nossa fé e da nossa esperança.
Aprendamos a viver com confiança e esperança para acreditar com resiliência, para nas provações e nos tempos de sofrimento, sabermos permanecer unidos e cuidar de quem mais precisa.
A Bíblia recorda-nos a certeza de um Deus sempre presente, que nos diz: “Mesmo que todos te abandonem, Eu nunca te abandonarei”.
Aprendamos mesmo no meio das adversidades a louvar e a bendizer o Senhor.
A tempestade devastou tudo por onde passou. Os campos, as casas, as empresas e as praças tornaram-se num cenário de guerra e de revolta.
É preciso ajudar as pessoas a ultrapassar a dor e a perda, a recuperar os seus bens e a viver a vida com normalidade.
A manifestação da onda de solidariedade nacional é um exemplo e um desafio a seguir por todos. Mais uma vez, mostrou-se a generosidade dos portugueses que sabem estar onde é preciso.
No próximo dia 11 de fevereiro, festa litúrgica de Nossa Senhor de Lourdes, vamos celebrar o Dia Mundial do Doente. O Papa Leão XIV escolheu para este dia o tema: “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”. Vamos todos prepará-lo bem, para que junto dos doentes em casa, nos hospitais, nos lares ou em qualquer instituição de saúde, sejam cuidados com amor, carinho e empatia, com boas práticas médicas e de enfermagem, que mostrem o zelo, a caridade e a disponibilidade do Bom Samaritano.
+António Luciano, Bispo de Viseu