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Na vida pastoral das comunidades, é essencial colocar a família “no coração da paróquia” e torná-la a ‘chave’ de toda a atividade pastoral como ação evangelizadora. A pastoral familiar, podemos ler na Exortação Amoris Laetitia (nº 201), «deve fazer experimentar que o Evangelho da família é a resposta às expectativas mais profundas da pessoa humana».

Como tal, a primeira e fundamental pastoral familiar é a que realizam as próprias famílias acompanhadas e guiadas pelo seu pastor, num estilo sinodal. A partir deste princípio que reconhece a família como o sujeito principal, a preocupação da ação pastoral da paróquia, não será tanto a atividade a realizar ‘para’ a família, mas sobretudo caminhar ‘com´ a família, e criar processos relacionais e fraternos de testemunho nos âmbitos da vida quotidiana.

Esta focagem na família, como princípio aglutinador da pastoral integral, torna-se mais assertiva e eficaz, visto que os membros das paróquias, nascem numa família, nela convivem, crescem e ajudam a crescer.

Em qualquer comunidade, a pastoral familiar ocupa-se de tudo o que diz respeito à vida humana e, desta forma, toca a condição de crentes e não crentes. É importante que nas prioridades pastorais de uma paróquia conste a valorização do estilo “familiar” – acolhedor, próximo, participativo, amoroso – e que este seja o protótipo e a medida dos rostos que integram a própria comunidade: homens e mulheres, jovens e anciãos. Isto porque, não existe ser humano que não tenha interesse e desejo de viver experiências de amor e de família, de trabalho e de tempo livre, de saúde e vida cultural ou política.

Nesta ótica, a pastoral familiar não pode ser mais uma atividade a organizar, mas sim, uma atenção constante e progressiva, que deve estar presente em toda a pastoral ordinária, envolvendo todos os membros da comunidade e, em particular, o pastor e os seus colaboradores mais próximos.

Num contexto diocesano ou paroquial, a pastoral familiar estruturada numa perspetiva transversal (e não como movimento de ações ocasionais), tornar-se-ia uma oportunidade única para: estabelecer um novo modo de olhar a família: não como mais uma instituição, mas como uma graça, uma bênção, um Evangelho; testemunhar comunitariamente um novo estilo de vida mais acolhedor na comunidade paroquial; oferecer na comunidade um conjunto de práticas concretas de comunicação, de oração, de celebração, atividade social e acompanhamento para que o Evangelho não fique na ‘sacristia’ ou no espaço privado de casa; promover a Vocação ao ‘Amor’ e à ‘inteireza’, na qual cada membro da paróquia sinta que é amado por Deus e chamado a ser protagonista na construção de uma comunhão de pessoas; potenciar realidades mais criativas que garantam a formação, preparação e condução dos jovens ao matrimónio antes e após o dia do seu matrimónio.

Se a família for considerada o berço e o arquétipo da vida na paróquia, se for colocada no coração da comunidade, a mesma, tornar-se-á um lugar privilegiado de conversão da mentalidade e espaço para a “cultura da comunhão”.

Pe. João Zuzarte

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