Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

Todos os nossos dias e as experiências que vamos vivendo, enquanto pessoas humanas e cristãs, devem ser dirigidas ao Altíssimo Deus, fonte e origem do maior bem. Muitas vezes, rezamos oferecendo as obras do dia, louvando o Senhor com as nossas alegrias, tristezas, ações e esperanças de cada dia, dizendo: “Tudo para a maior honra e glória de Deus e salvação de todos”.

Este é o desafio que a Igreja nos propõe como caminho de fé: reconhecer a presença de Deus em cada momento da vida, acreditar no Senhor e louvar o Seu Santo Nome, apesar das nossas fraquezas, pecados e debilidades. Esta atitude de fé e de louvor constitui um dos primeiros compromissos do cristão, expresso na vivência dos Dez Mandamentos, que nos convidam a colocar Deus no centro da nossa existência. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, continua a ser a máxima do cuidar e servir na Igreja. Nada maior do que deixar-se amar e conduzir por Deus e amar servindo como Jesus nos ensinou.

Na reta final do mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, somos convidados a renovar a nossa vida e o nosso serviço pastoral à luz do mistério e da riqueza do Coração de Cristo. Nele encontramos o amor de Deus manifestado plenamente, um amor entregue pela humanidade na cruz, para a nossa salvação.

Este tempo é uma oportunidade para redescobrir a força desse amor e deixar que Ele transforme a nossa missão, os nossos gestos e a forma como nos colocamos ao serviço dos outros.

O dever do cristão é dar a Deus a maior honra e glória e promover o maior bem espiritual dos irmãos, que requer uma confiança grande no seu amor infinito, fonte de vida e verdade, manancial de caridade e de graça.

Um hino da Liturgia das Horas ensina-nos a rezar dizendo: “Vós que sois Senhor do tempo, Deus fiel e sem mudança, morre o dia, vem a noite: Guardai-nos todos unidos”.

O Senhor que nos guarda, nos protege e nos pede para estarmos unidos, fique na nossa vida e na Igreja, onde caminhamos juntos como peregrinos, realizando a nossa fé como filhos de Deus e pessoas de boa vontade.

Todos os batizados são chamados a dar razões da sua fé e da sua vida batismal num projeto de amor, de escuta, de diálogo e de encontro. A esta escolha da vocação, como dom de Deus e resposta consciente e responsável de cada cristão, deve assumir-se na espiritualidade eclesial, como caminho e realização do chamamento do próprio Deus.

Neste tempo de verão, período de férias, as festas e os convívios dos santos populares – Santo António, São João e São Pedro – transformam as vivências das comunidades em eventos de alegria e espiritualidade interior.

Apesar de tudo, são um meio precioso para avaliar as tradições das comunidades e verificar como se manifesta o espírito de comunhão, de voluntariado e de participação na missão. Estas festas, celebradas em honra de Nossa Senhora e dos Santos, alimentam a fé dos fiéis, quer na devoção ao Sagrado Coração de Jesus, quer ao Santíssimo Sacramento. É preciso promover festas, com celebrações onde não falte a pregação, a oração, a celebração da liturgia eucarística e a procissão.

Todos somos chamados a uma vocação e a uma missão com corresponsabilidade eclesial. Não basta sermos batizados, todos precisamos de formação a nível: humano, ético, moral, espiritual e pastoral. Muitas vezes encontramos gente muito disponível para ajudar e fazer a festa, mas pouco familiarizadas com a paróquia e com a Igreja. Por isso, devemos priorizar a preparação para que tudo corra bem.

Além da festa e do convívio, devemos privilegiar sempre o maior bem de Deus, da Igreja e do seu povo.

+ António Luciano,  Bispo de Viseu

CategoryBispo, Diocese, Igreja

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