Milhares de peregrinos reuniram-se hoje, 8 de setembro, junto ao Santuário de Nossa Senhora do Castelo, no concelho de Mangualde, para participar na Missa Campal, integrada nas festas, presidida pelo Bispo de Viseu, D. António Luciano.
A celebração foi antecedida pela procissão, que saiu do Largo da Igreja da Misericórdia, solenizada pela Banda Filarmónica de Lobelhe do Mato, em direção ao recinto do Santuário, num momento marcado pela fé e pela devoção dos muitos fiéis presentes, provenientes de várias localidades da região e de outras partes do país, bem como emigrantes e peregrinos vindos de Espanha, numa expressão de fé que ultrapassa fronteiras. Também as irmandades, os escuteiros e as demais forças vivas do concelho se associaram a esta celebração.
Na homilia, o Bispo recordou que hoje “a Igreja celebra a festa litúrgica da Natividade da Virgem Santa Maria, o nascimento daquela que foi escolhida para ser a Mãe do Salvador”. Perante os fiéis reunidos junto ao Santuário, D. António Luciano afirmou que, “como peregrinos, devemos agradecer à Mãe de Jesus todo o carinho e cuidado que tem tido connosco”.
“Viemos aqui agradecer as graças recebidas, por intercessão da Mãe de Jesus, a Senhora do Castelo, que se venera no alto deste monte como sentinela, que guarda o castelo onde Jesus mora com os seus discípulos. Isto é a Igreja, onde o povo santo de Deus caminha com a proteção da Mãe de Misericórdia”, enalteceu.
Ao recordar a destruição e o sofrimento vividos em tantas nações, o Prelado sublinhou que “a Igreja e o mundo precisam de viver esta esperança diante de uma humanidade dilacerada pela violência, pelas guerras e pelas mortes”. “Em Maria e com Maria, podemos construir uma nova civilização de amor, que tenha início no nosso coração, aconteça nas nossas famílias e seja semente de esperança nas nossas comunidades e no mundo em que vivemos”, disse.
Ao recordar Maria como Mãe, o Bispo apelou ainda à necessidade de se apoiar com medidas eficazes os futuros pais e as famílias, “promovendo políticas de natalidade favoráveis, que combatam a desertificação do Interior”.
No final da homilia, D. António Luciano convidou a assembleia a imitar as virtudes de Nossa Senhora, de modo especial a sua santidade. “Entreguemos no coração de Nossa Senhora todos os doentes, os pobres, os utentes da Santa Casa, de modo especial os que sofrem no corpo e na alma”, pediu.
Hoje é o último dos quatro dias das Festas de Nossa Senhora do Castelo, que, para além da vertente religiosa, integram também momentos de música, cultura e tradição, reunindo a comunidade e muitos visitantes em torno desta celebração.