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Instituto São João de Deus promove congresso para debater questão.

O psicólogo clínico Hugo Lucas, da Clínica São João de Ávila, disse que os Cuidados Paliativos dão uma solução “integral, global” aos doentes e são a resposta para “o sofrimento” seja mais físico, psicológico, mais existencial.

“Os Cuidados Paliativos e as Unidades de Cuidados Paliativos não são antros de morte escuros, cinzentos, não são locais decrépitos onde as pessoas se sentem friamente, desacompanhadas à espera que a morte chegue”, referiu à Agência ECCLESIA.

À margem do Congresso Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos «Inovação e Desenvolvimento», do Instituto São João de Deus (ISJD), Hugo Lucas afirmou que estes cuidados de saúde específicos são “locais de vida, de amor, de aconchego, de sentido de vida, compaixão, de intensa técnica e um conjunto de princípios científicos desenvolvidos”.

O psicólogo clínico realça que os cuidados paliativos são “a resposta para o sofrimento e para o processo de fim de vida” e existe um conjunto de normativos legais que vão desde os princípios éticos que todos têm na sua “ação com os doentes do ponto de vista da proporcionalidade das intervenções, das intervenções fúteis em fim de vida”.

Os cuidados paliativos, acrescentou, são atualmente uma “área fundamental” na sociedade portuguesa e uma “aposta” como resposta que a medicina tem para as pessoas com uma “doença crónica, progressiva e incurável”.

Os profissionais pretendem “acompanhar” as pessoas no processo de fim de vida com “a melhor técnica” da medicina e outras áreas do saber, como “a psicologia, a enfermagem, o serviço social e a assistência espiritual e religiosa”.

O congresso de dois dias, que começou hoje, é dinamizado pela Clínica São João de Ávila, e centra-se na ‘Inovação e Desenvolvimento’ que em cuidados continuados aposta “na necessidade de mostrar a evolução de trabalhos de investigação e projetos piloto” como em Cuidados Paliativos Pediátricos e Cuidados Paliativos Domiciliários.

Depois de um primeiro dia dedicado aos Cuidados Continuados, o programa esta sexta-feira é sobre os Cuidados Paliativos e Hugo Lucas destaca a conferência de encerramento com Edna Gonçalves, a responsável nacional do sector, a partir das 17h30.

Segundo o entrevistado, a presidente da Comissão Nacional de Cuidados Continuados vai fazer o “balanço” dos primeiros 30 anos e “a projeção dos próximos”.

No ISJD, e ao estilo do fundador – São João de Deus – há “sempre uma abordagem e atenção integral” da pessoa doente e à sua família, a nível físico, psicológico e necessidades sociais, espirituais e até no funeral e no luto da família.

“São aquelas que conseguimos trabalhar: o sentido da vida, a preparação de um legado e encontrar sentido para a existência de quem no final da vida procura muitas vezes, no seu Deus, ou, para quem não tem pratica religiosa, consiga trabalhar o seu sentido de vida”, acrescentou Hugo Lopes que também integra a comissão organizadora do encontro.

O congresso sobre ‘Inovação e Desenvolvimento’ dedicou o primeiro dia aos Cuidados Continuados e esta sexta-feira debate os Cuidados Paliativos na sede do Instituto São João de Deus, em Lisboa; a organização recebeu a inscrição de 260 pessoas.

CB/OC

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