Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

D. José Cordeiro destaca «enorme alegria e experiência da catolicidade da Igreja».
O presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade disse hoje que os acólitos portugueses “se manifestaram em grande força” nos encontros com o Papa Francisco que decorreram durante a sua peregrinação internacional, em Roma.
“Os jovens que colaboram na Liturgia, especialmente os acólitos, sentiram esta interpelação porque a paz e a liturgia andam de mãos dadas. Toda a celebração da liturgia, e de modo especial a Eucaristia, é para colher esses frutos de união e paz””, referiu D. José Cordeiro, em declarações à Agência ECCLESIA, após a audiência pública de quarta-feira com o Papa.
Com mais de 60 mil participantes, onde se contam 325 portugueses, a maior delegação nacional de sempre, a Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma tem como tema ‘procura a paz e segue os seus passos’.
“É uma enorme alegria e experiência da catolicidade da Igreja e a presença tão numerosa de acólitos portugueses veio sublinhar ainda mais”, afirmou D. José Cordeiro, que esta terça-feira viveu essa experiência “no meio deles, nas filas, com o calor como está em Roma”, para entrar na Praça de São Pedro.
Para além de Portugal, a Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma 2018 conta com mais 17 países registados oficialmente: Antígua e Barbuda, Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, França, Alemanha, Hungria, Luxemburgo, Roménia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, EUA.
Já o diretor Serviço Nacional de Acólitos (SNA) afirma que tem sido um “ambiente de festa, de grande alegria, de grande vivência, de jovialidade” e de encontro entre nações.
“Mostrar também que entre os acólitos, entre os jovens, quando se quer fazer festa, não há barreiras e a paz pode acontecer”, realçou o padre Luís Leal.
Para o bispo de Bragança-Miranda “é bonito fazer esta experiência inteira com os jovens e levá-los a sério” e assinalou que o Papa “também provocou muitos os jovens” dizendo que o “caminho de santidade não é para os jovens preguiçosos, é para jovens corajosos”.
Aos acólitos portugueses guiados pelo Bispo D. José Cordeiro, encorajando-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos”, disse hoje o Papa Francisco, no regresso aos encontros semanais.
A peregrinação internacional a Roma organizada pela Coetus Internationalis Ministrantium (CIM) – associação europeia de acólitos, com mais de 50 anos de existência – e o diretor do SNA destacou também a importância destes jovens “conhecerem pessoas novas da sua idade” e que fazem o mesmo serviço, sejam de outros países ou dioceses de Portugal.
“Vão trocando experiências, partilhando o que fazem nas suas paróquias, angustias, alegrias, e, se calhar, até percebendo que as suas dificuldades e alegrias acontecem noutros locais”, desenvolveu o padre Luís Leal.
Na tarde de terça-feira, na Praça de São Pedro, Francisco respondeu a cinco perguntas, incluindo a de uma participante de Portugal.
Santo Padre, somos acólitos. Servimos o Senhor junto do altar e contemplamo-Lo na Eucaristia. Como poderemos viver a contemplação espiritual a exemplo de Maria e o serviço prático a exemplo de Marta, procurando reconhecer concretamente, na nossa vida, aquilo que Jesus quer de nós?”, perguntou Ana Carolina, da Paróquia de São Romão, Arquidiocese de Évora.
O padre Luís Leal observa que “há feedbacks que não se expressam tanto por aquilo que se diz” mas pelo “gosto que a pessoa ganha nesse momento”, mesmo com “grande nervosismo”.
Neste contexto, realçou a “honra” e “grande alegria interior” de Ana Carolina pela missão que lhe foi pedida, não só por si mas “em nome de todos os acólitos portugueses e de língua portuguesa”.
O diretor do Serviço Nacional de Acólitos destacou ainda do programa que esta quinta-feira os jovens portugueses vão visitar algumas basílicas e terminam nas Catacumbas de São Calisto, onde estão as relíquias de São Tarcísio, o padroeiro universal dos acólitos.
Para o padre Luís Leal, um “momento de referência” foi também a Missa na igreja de Santo António dos Portugueses, onde o embaixador português junto da Santa Sé se fez representar pela ministra-conselheira Maria Manuel Durão.
G.I./Ecclesia:CB/OC

© 2016 Diocese de Viseu. Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento: scpdpi.com

Siga-nos: