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Passagem por Skopje, cidade natal da santa católica, marcada para 7 de maio.

O Papa vai visitar na terça-feira a cidade de Skopje, na Macedónia do Norte, terra natal de Santa Teresa de Calcutá, uma figura de referência no seu pontificado, durante o qual foi canonizada.

A viagem de 10 horas, após passagem pela Bulgária, incluiu uma visita ao Memorial dedicado a Madre Teresa, com a presença de líderes religiosos, e um encontro com os pobres, pelas 10h20 (menos uma em Lisboa).

Antes, Francisco fala com as autoridades políticas, representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, no palácio presidencial.

O programa inclui a Missa na Praça Macedónia; um encontro ecumênico e inter-religioso com jovens; e uma audiência com sacerdotes, religiosos e seu familiar, na catedral local.

Os 15 mil católicos da Macedónia do Norte representam 0,72% da população do país.

O Papa Francisco enviou hoje uma mensagem ao povo macedónio, mostrando a intenção de “fazer crescer na Europa e no mundo inteiro a cultura do encontro, a cultura da fraternidade”.

“Irei até vós para lançar essas sementes, certo de que a vossa terra é boa e saberá acolhê-las e dar fruto”, declarou.

Segundo Francisco, a beleza peculiar do rosto deste país “deve-se precisamente à variedade de culturas e pertenças étnicas e religiosas que ali vivem”.

“Claro, a convivência nem sempre é fácil, sabemos disso. Mas é um esforço que vale a pena fazer, porque os mais belos mosaicos são os mais ricos de cores”, ressalta.

Confio a minha visita à intercessão de uma grande santa, filha desta  terra: Madre Teresa. Nascida e criada em Skopje, ela tornou-se, com a graça de Deus, uma missionária corajosa da caridade de Cristo no mundo, dando conforto e dignidade aos mais pobres entre os pobres”.

A 4 de setembro de 2016, o Papa canonizou Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), 19 anos após a morte da religiosa que se distinguiu pelo serviço aos pobres e recebeu o Nobel da Paz em 1979.

Gonxha Agnes Bojaxhiu, a Madre Teresa, nasceu em Skopje (atual capital da Macedónia), então sob domínio otomano, a 26 de agosto de 1910, no seio de uma família católica que pertencia à minoria albanesa.

A 25 de dezembro de 1928 partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria (Irmãs do Loreto), para abraçar a Vida Religiosa, com o ideal de ser missionária na Índia.

Acabou depois por embarcar rumo a Bengala, passando por Calcutá até Dajeerling, numa casa da Congregação fundada pela missionária Mary Ward, onde escolheu o nome de Teresa.

Madre Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas religiosas, quando fundou as Missionárias da Caridade.

O seu trabalho nas ruas de Calcutá centrou-se nos pobres da cidade que morriam todas as noites, vestida com um sari branco, debruado de azul, a imagem com que o mundo se habituou a vê-la.

A religiosa faleceu a 5 de setembro de 1997, na casa geral da congregação que fundou, em Calcutá, aos 87 anos de idade.

Foi beatificada por João Paulo II a 19 de outubro de 2003, depois de o Papa polaco ter autorizado que o processo decorresse sem esperar pelos cinco anos após a morte exigidos pela lei canónica.

G.I./Ecclesia:OC

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