Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

O Bispo de Viseu, D. António Luciano, presidiu hoje de manhã, dia 29 de março, à Missa de Domingo de Ramos, que teve início no Adro da Sé, na presença de um grande número de fiéis, acompanhados pelos seus ramos, que foram benzidos e aspergidos com água benta. Posteriormente à bênção, iniciou-se a procissão festiva até ao interior da Catedral, onde foi celebrada a Eucaristia, solenizada pelo Coro da Sé.

Na celebração, D. António Luciano desafiou os fiéis a incorporarem a Paixão de Cristo na vida quotidiana, unindo os seus sofrimentos a Jesus, assumindo uma atitude de serviço e cuidado para com o próximo. “Cada gesto de amor, cada ato de perdão, de acolhimento e de serviço humilde aos irmãos torna presente a Paixão de Cristo no mundo de hoje. Cada vez que escolhemos fazer o bem, mesmo quando nos custa, estamos a percorrer com Ele o caminho da cruz que nos conduz à luz da ressurreição”, sublinhou o Bispo.

Recordando o significado do Domingo de Ramos, D. António Luciano explicou que a Igreja recorda a entrada triunfal de Cristo, o Senhor, na cidade santa, para consumar o seu mistério pascal e o povo que o acolhia com gestos de festa e ramos, “o grande sinal do amor e da esperança de que Cristo está sempre connosco, como ‘Protagonista da Mudança’, apesar do sofrimento, das dores, das guerras e até da morte e abandono dos amigos.”

Na homilia, D. António Luciano referiu que, ao aproximar-nos do final da Quaresma, somos chamados a olhar para dentro de nós e que a liturgia deste dia nos convida a acompanhar Jesus no caminho da sua Paixão para vivermos a Páscoa da Ressurreição, deixando à assembleia as seguintes interpelações: “Como podemos atualizar a Paixão de Cristo na nossa vida e no mundo?” e “Como podemos unir os nossos sofrimentos aos d’Ele?”

Este momento solene, que marca o início da Semana Santa, ficou igualmente marcado por um apelo à paz, com uma oração pelo desarmamento entre os povos e pelo fim dos conflitos no mundo, que causam morte, destruição, fome e doenças. “Olhando para o cenário global do mundo de hoje, marcado por divisões, violência e sofrimento, guerras sangrentas e falta de diálogo e consenso entre os responsáveis dos povos, vemos com preocupação a vida das pessoas, que diariamente continuam da linha da frente dos combates. Como Igreja somos chamados a ser instrumentos de paz, de reconciliação, de serviço e de compaixão junto daqueles que sofrem tão horrendos males. Rezemos pelo fim da guerra e pela paz duradoura e desarmada nas nações que mais dela carecem”, apelou.

A Eucaristia terminou com o apelo a que os batizados “vivam a Semana Santa com fé, esperança e caridade” e votos de Felizes Festas Pascais em Cristo Crucificado e Ressuscitado.

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