No próximo domingo, 31 de maio, dia em que se celebra a Solenidade da Santíssima Trindade, o Santuário de Nosso Senhor dos Caminhos, situado na aldeia de Rãs, paróquia de Romãs, concelho de Sátão, volta a acolher milhares de peregrinos na tradicional romaria que une fé, devoção e tradição.
Vindos de vários pontos do país, muitos devotos chegam para cumprir promessas, outros para agradecer ao Senhor dos Caminhos, num dia profundamente marcado pela oração, pela devoção e pelo reencontro entre famílias e gerações, que aproveitam este dia também para conviver.
Considerada a maior romaria da Diocese de Viseu e uma das maiores da Beira Alta, a celebração deverá reunir este ano entre 7 a 8 mil pessoas, podendo mesmo ultrapassar esse número. “O número de visitantes varia dependendo da data de realização, já que acontece sempre no domingo da Solenidade da Santíssima Trindade, estando a data relacionada com o dia em que se celebra a Páscoa. Quando a festa acontece antes dos santos populares, normalmente a afluência é maior”, salienta o pároco local, Padre António José Rodrigues, responsável pela paróquia de Romãs e arcipreste do Arciprestado do Dão.
O dia começa às 9h00, com a oração do terço e confissões para os peregrinos que assim desejarem. Às 13h00, tem início a majestosa procissão, considerada o ex-líbris desta festa, composta por oito andores em tamanho real, transportados por tratores. “Cada um personifica um mistério da vida de Cristo, assim como há também alguns andores que retratam o ambiente mais marcante da Família de Nazaré. A Procissão sai do centro da aldeia de Rãs rumo ao Santuário, composta por imagens únicas à escala humana”, explica o pároco.
Pelas 14h00, terá início a celebração da Missa Campal no Santuário, em honra do Senhor dos Caminhos, com a presença de “um grande mar de gente”. Será presidida pelo pároco e contará com a presença de vários sacerdotes da Diocese.
Recorde-se que no ano passado foi introduzido mais um andor, que retrata o batismo de Jesus.
Além das celebrações religiosas, este dia é ainda aproveitado pelos devotos para percorrerem as barracas da tradicional feira e assistirem ao arraial musical.
Sobre o facto histórico que está na origem desta romaria, não há certezas absolutas, mas acredita-se que terá tido início num pequeno nicho construído em homenagem a um senhor abastado que acolhia os peregrinos que por lá passavam, na segunda metade do século XIX, chamado de Senhor dos Caminhos.