Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

A Igreja celebra nesta quinta-feira a Solenidade do Corpo de Deus. É um dia litúrgico que nos convida a tomar consciência da presença de Jesus na Eucaristia, não só pela celebração da Missa, mas também pela solene Procissão Eucarística, vivida com fé nas nossas comunidades.

Neste dia, recordamos que foi o próprio Jesus que afirmou: “Eu Sou o Pão Vivo, que desceu dos Céus”.

Na Santíssima Eucaristia, Jesus o Salvador e Redentor do Mundo, torna-se presente por nosso amor. Ele é o Pão Vivo descido do Céu, o Filho do Eterno Pai, que Encarnou no seio de Maria, por obra do Espírito Santo. O Verbo fez-se carne e habitou entre nós e da sua plenitude todos recebemos graça sobre graça.

Jesus, pela ação do Espírito Santo, é a mesma pessoa divina, quer no seio da Virgem Maria, quer presente na Santíssima Eucaristia, onde se oferece em cada dia a toda a humanidade como alimento.

Ele é o alimento espiritual da nossa vida de batizados, o suporte fundamental da nossa fé cristã e a luz que ilumina a Igreja e a humanidade.

Apesar de Ele estar sempre presente no meio de nós, na Eucaristia, esconde-se aos nossos olhos, nas espécies do pão e do vinho para se revelar a cada um de nós como fez na última Ceia.

Na Eucaristia Jesus é o Ressuscitado, que morreu na Cruz para nos dar a vida e salvar. Na celebração da festa do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja é convidada a fazer memória e a celebrar os mistérios da última Ceia de Jesus com os seus Apóstolos. Foi nessa noite que instituiu a Eucaristia para ficar connosco neste Sacramento de Vida, de Comunhão, de Amor, de Caridade e de Serviço.

Avivemos a nossa fé na Santíssima Eucaristia, na celebração da Missa, na comunhão sacramental do Corpo de Cristo e na caridade partilhada como Igreja reunida no meio do mundo.

Jesus deu-se até ao fim e como memorial da sua entrega voluntária ao Pai para salvação da humanidade, disse: “Isto é o meu Corpo, que vai ser entregue por vós” (Lc 22.19). “Isto é o meu Sangue de Aliança, que vai ser derramado por uma multidão, para remissão dos pecados” (Mt 26,28). Deste modo, Jesus instituiu a Eucaristia como “memorial e sacrifício”, alimento e comunhão, dizendo aos seus Apóstolos: “Fazei isto em memória de Mim” (1Cor 11,24).

São Paulo, na primeira Carta aos Coríntios, dá-nos o seu testemunho de fé, assente na vivência e caridade fraterna das comunidades primitivas. O Senhor Jesus na noite em que foi entregue tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: ”Isto é o meu corpo entregue por vós. Fazei isto em minha memória…” (cf. 1Cor 11,23-26).

O Catecismo da Igreja Católica no n.º 766, ensina: a “Igreja nasceu principalmente do dom total de Cristo pela nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na cruz”.

A festa de “Corpus Christi” é a celebração do coração da fé cristã, na quinta-feira seguinte à festa da Santíssima Trindade. A presença real de Cristo na Eucaristia, o mistério de amor e comunhão, que se faz alimento transforma a nossa vida, diviniza a nossa fé, alimenta a espiritualidade dos cristãos e fortalece a nossa caridade fraterna.

Como Maria, a Mulher Eucarística, e tantos Santos na Igreja, vivamos e testemunhemos o “maior dom do Coração de Cristo” (S. Paulo VI). Sejamos adoradores e apóstolos da Santíssima Eucaristia na Igreja, construindo na paz e na esperança pontes de comunhão, de fraternidade e construção de um mundo novo.

Aprendamos a viver a fé, a partir da Eucaristia: preparada, celebrada, vivida, comungada e testemunhada como fiéis empenhados no meio do mundo, de modo a sermos presença de Cristo, e sinal da Igreja sinodal, que edifica “o Seu Corpo”.

+ António Luciano, Bispo de Viseu

CategoryBispo, Diocese, Igreja

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