A Diocese de Viseu esteve em peregrinação ao Santuário de Compostela nos últimos três dias, de 27 a 29 de julho, com a participação de cerca de 350 peregrinos, entre os quais o Bispo, D. António Luciano, acompanhado por vários sacerdotes.
Do programa fizeram parte vários momentos culturais e, sobretudo, religiosos, como a celebração da Missa do Peregrino, na Catedral de Santiago; a visita a Padrón, local profundamente ligado à tradição jacobeia, onde se encontra o “Pedrón”, a pedra associada à chegada do corpo do Apóstolo São Tiago à Galiza; a visita ao Santuário das Aparições de Jesus e de Nossa Senhora à Irmã Lúcia; e à Igreja de São Bartolomeu, espaços de grande significado espiritual associados à vida da Irmã Lúcia, situados em Pontevedra.
Ao longo destes dias, D. António Luciano deixou aos peregrinos palavras de incentivo, esperança e confiança, convidando-os a viver esta experiência como um verdadeiro caminho interior de renovação da fé, que lhes dê ânimo e esperança na sua missão de batizados, assumindo um papel ativo na vida das paróquias e da Diocese. Pediu a todos para se empenharem na construção do verdadeiro caminho sinodal. “Foram dias intensos, marcantes e vividos como Igreja reunida, que nos permitiram fortalecer a nossa fé, aprofundar a nossa relação com Deus e estreitar os laços entre todos. Desejo que estes dias deem frutos nas nossas comunidades, na construção da unidade. Peço a intercessão de São Tiago para nos ajudar, como Igreja, a caminhar juntos na esperança e no compromisso do anúncio do Evangelho”.
Esta peregrinação diocesana foi também uma ocasião para dar graças a Deus pelas vocações sacerdotais na Diocese, como referiu o Bispo, tendo pedido aos peregrinos que o regresso a casa “não seja feito de ânimo leve, mas com um coração renovado e cheio da graça de Deus para ser partilhado com os irmãos”.
Para além da dimensão espiritual, a peregrinação contribuiu para reforçar a comunhão entre o Bispo, os sacerdotes e o povo de Deus, unindo em comunhão as paróquias e os arciprestados da Diocese, criando relações traduzidas numa autêntica experiência de Igreja sinodal.
Os peregrinos regressaram de coração cheio e renovados na fé. Uns cumpriram uma promessa, outros partiram por devoção e houve ainda quem procurasse viver uma experiência diferente. No entanto, todos são unânimes no balanço muito positivo desta peregrinação a Santiago de Compostela.
Monteiro, da Paróquia do Viso, participou pela primeira vez nesta peregrinação. Entre os momentos que mais o marcaram destacam-se as celebrações da Eucaristia em Sanxenxo e em Pontevedra, vividas com grande intensidade espiritual.
Ana Perdigão, da Paróquia de Vouzela, já conhecia esta experiência, mas decidiu voltar a participar por considerar que era “um bom momento para se reencontrar na fé, depois de um período menos bom, e também pelo convívio e pela oportunidade de conhecer pessoas novas”.
Já Fernanda Martins, da Paróquia de Guardão, sublinha a riqueza humana e espiritual vivida ao longo do percurso: “Como peregrina, estou de coração cheio e com muita gratidão, pois, ao longo desta peregrinação, partilhámos alegrias, dificuldades, silêncio, oração e amizade. Sentimos que, juntos, nos tornámos mais fortes e que nos aproximámos mais uns dos outros e de Deus”, refere.