O Departamento Diocesano da Pastoral Familiar reuniu-se no passado sábado, 14 de fevereiro, com os responsáveis arciprestais e dos movimentos, com o objetivo de auscultar os grupos, identificar as principais necessidades na Diocese e abrir caminho à construção de uma Pastoral mais alargada, que colabore de forma sinodal e esteja presente em cada comunidade.
O encontro começou com a apresentação dos participantes, tendo-se de seguida abordado alguns princípios basilares da Pastoral Familiar, a partir da reflexão do Magistério (S João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV), orientada pelo casal Marta e Pedro.
De forma a auscultar os presentes, estes dividiram-se em grupos e fizeram uma dinâmica que explorou as principais necessidades da Pastoral Familiar na Diocese, coordenada pelo casal Ana e Marco.
O encontro contou ainda com um pequeno momento musical, onde Francisco Ferreira deu a conhecer a sonoridade do Órgão de Tubos do Seminário Maior.
Segundo o Padre José Cardoso, responsável pelo Departamento da Pastoral Familiar, este encontro foi “um convite a assumir, com espírito sinodal, o compromisso de caminhar juntos, construindo uma verdadeira rede diocesana onde a família seja reconhecida, valorizada e acompanhada como tesouro precioso da Igreja e da sociedade”.
Inspirada pelo lema ‘Com Jesus: Famílias em caminho’, a Pastoral Familiar quer assim “formar, acompanhar e celebrar, colocando no centro a escuta, o diálogo e a partilha das realidades concretas das famílias”.
“O caminho proposto – através do diagnóstico das luzes, sombras, esperanças e da procura de respostas concretas – desafia-nos a olhar com realismo para as dificuldades atuais, mas também com esperança ativa, levando-nos a propor ações, serviços e iniciativas que fortaleçam as relações familiares e promovam comunhão”, reforçou o sacerdote.
Uma das reflexões que emergiu do trabalho conjunto foi que, “à luz do apelo do Papa Leão XIV, somos chamados a ser verdadeiros pescadores de famílias, acolhendo com proximidade aquelas que estão feridas, afastadas ou desanimadas, construindo pontes onde há distância e renovando a fé onde há fragilidade”.
Num tempo marcado pelo medo e pela divisão, sublinhou-se que a missão da Pastoral Familiar passa por “aproximar, integrar e cuidar, mantendo Jesus Cristo como centro e fonte da alegria que sustenta e fortalece cada família”.
Este encontro abriu portas a um compromisso contínuo de corresponsabilidade, escuta e ação, para que cada família se sinta acompanhada, fortalecida e parte viva da comunidade cristã.
O Bispo de Viseu, D. António Luciano, que acompanhou os trabalhos, encerrou a reunião com algumas palavras encorajadoras, a partir da expressão: “A família é a célula base da sociedade, que é preciso cuidar para não adoecer”.
O Bispo reforçou ainda o magistério da Igreja, destacando o ensinamento da Gaudium et Spes sobre a centralidade da família, a riqueza da Familiaris Consortio e da Carta dos Direitos da Família, bem como o valor e a permanente atualidade da Amoris Laetitia, especialmente no que diz respeito ao acolhimento, à integração e ao discernimento das diversas realidades e experiências familiares.
D. António Luciano defendeu a vivência da harmonia e da unidade no seio das famílias, desafiando todos a trabalhar pastoralmente pelo seu bem e santificação, tendo ainda alertado para a importância do Documento Final do Sínodo, no que se refere a esta temática.