Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

A manhã desta Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, que assinala o início da Quaresma, ficou marcada pela Recoleção Espiritual, um encontro de oração, meditação e reflexão que reuniu o Bispo de Viseu, D. António Luciano, sacerdotes, diáconos e estagiários na Capela do Seminário de Viseu.

A recoleção iniciou-se com a oração da Hora Intermédia, seguindo-se uma reflexão sobre a sinodalidade e a forma como esta também se aplica ao tempo litúrgico da Quaresma, proposta pelo Padre Sérgio Leal, sacerdote da Diocese do Porto.

A reflexão incidiu não apenas na sua experiência académica sobre o estudo da sinodalidade, mas sobretudo na sua vivência pastoral e no caminho sinodal que a Igreja tem vindo a percorrer.

O Padre Sérgio Leal começou por sublinhar que a sinodalidade, tal como a Quaresma, deve “tocar o coração e a vida” de cada um. Referindo-se à conversão própria que se pede neste tempo litúrgico que nos conduz à Páscoa, o sacerdote destacou que a mesma ideia se aplica à vivência da sinodalidade. “Se a sinodalidade é caminho, então colocar-se a caminho implica mudança, implica conversão e implica transformação”, apelou.

O sacerdote sublinhou ainda que “a conversão é o único caminho que nos faz realmente felizes, porque nos permite olhar com verdade para as nossas dificuldades e fragilidades e encontrar nelas não um beco sem saída, mas uma oportunidade de crescimento e aperfeiçoamento”, assim como se pede no caminho sinodal.

Ao abordar a raiz etimológica da palavra sinodalidade, recordou que é sinónimo de Igreja, citando São João Crisóstomo, para quem estes dois conceitos exprimem a mesma realidade. “Promover a comunhão e a unidade é essencial, precisamente porque somos diferentes e é na diversidade que se constrói a riqueza e a unidade da Igreja, enquanto povo batizado”, sublinhou.

Ao referir a mensagem para esta Quaresma proposta pelo Papa Leão XIV, destacou três atitudes fundamentais: “escutar, jejuar e caminhar juntos”, que defende serem “essenciais tanto para a vivência quaresmal como para a renovação pastoral das paróquias e da diocese”, sendo para isso necessário “ser uma Igreja que se coloca verdadeiramente à escuta”.

Desta forma, os sacerdotes são convidados a percorrer este caminho da Quaresma juntamente com os fiéis, em sinodalidade, caminhando juntos como Igreja.

O Bispo de Viseu congratulou-se com o tema apresentado, sublinhando que “procurou ajudar não só cada sacerdote no seu caminho pessoal e de renovação espiritual, mas também oferecer pistas concretas para acompanhar os batizados neste percurso quaresmal”.

“A Quaresma é um caminho de conversão, de arrependimento e de transformação interior, mas também um caminho de alegria e esperança. Como foi sublinhado, é tempo de reconstruir a casa do Senhor em cada um de nós, através do serviço à Igreja, em cada comunidade, para que a nossa vida seja renovada pela graça e possa louvar permanentemente a Deus”, sublinhou D. António Luciano.

Na recoleção houve um tempo para a adoração do Santíssimo, durante a qual foi possível o Sacramento da Reconciliação, tendo-se concluído com a bênção do Santíssimo.

Hoje, às 18h00, o Bispo de Viseu preside à Missa de Quarta-feira de Cinzas, na Catedral de Viseu.

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