As obras de requalificação e conservação da Sé de Viseu, realizadas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que começaram no final do mês de fevereiro deste ano, encontram-se concluídas. A intervenção teve como objetivo a valorização e preservação do monumento nacional, incluindo uma intervenção específica no Cadeiral do Coro-Alto.
A intervenção compreendeu trabalhos de requalificação e reparação, conservação e restauro, salvaguardando o seu importante património e reforçando a sua missão enquanto lugar de oração, celebração, cultura e encontro.
Da responsabilidade do Património Cultural, I.P., esta obra representou um investimento de cerca de 1,86 milhões de euros, destinado à valorização e preservação do património cultural.
Fátima Eusébio, coordenadora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, congratula-se com a conclusão da empreitada e afirma que “a Catedral de Viseu está linda”. A responsável reconhece, contudo, que o percurso até à concretização da obra foi marcado por “muitas dificuldades e constrangimentos”, desde a elaboração do projeto até à execução dos trabalhos. “Com muito diálogo, resiliência, empenho e sacrifícios de muitos, foi possível concluir as intervenções previstas, fundamentais para a salvaguarda e valorização do património da Catedral de Viseu”, sublinha.
Fátima Eusébio deixa uma palavra de agradecimento ao Património Cultural, I.P., “por todo o empenho neste projeto de intervenção na Sé”, assim como às equipas técnicas das empresas Vermelho Cinábrio, responsável pela empreitada de conservação e restauro, da Frechal, encarregue da componente de arquitetura e reparações, bem como às equipas responsáveis pela fiscalização da obra, pelo trabalho desenvolvido ao longo de todo o processo.
A Sé de Viseu começou a ser construída no século XII, tendo sido sucessivamente transformada ao longo dos séculos. Na sua arquitetura destacam-se as abóbadas manuelinas das naves e o claustro renascentista, a que se juntam elementos de talha, azulejo e pintura introduzidos durante o período barroco. O monumento encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910.
Foto: Património Cultural, I.P.