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Obra Católica Portuguesa de Migrações prepara peregrinação a Fátima e Semana Nacional do Migrante.

As condições em que acontecem as atuais migrações são para a diretora da Obra católica Portuguesa de Migrações (OCPM) uma denúncia, que leva a Igreja a estar presente “nos países resistentes” e “continuar a defender os seus valores”.

“Temos uma denúncia muito clara dos países que estão a provocar estas migrações, as suas opções políticas e, volto à mensagem (do papa Francisco), os Estados que exploram, que provocam e alimentam estas guerras que provocam as migrações. A nossa ação deve ser contra as causas e sempre a favor da dignidade humana, do combate à corrupção, do combate ao conflito armado”, refere à Agência ECCLESIA Eugénia Quaresma, dias antes da Peregrinação Nacional do Migrante e Refugiado a Fátima.

Segundo a responsável, importa perceber em que condições o fenómeno migratório acontece “e se quer que aconteça”, uma vez que ele não vai desaparecer porque parte da história da humanidade.

O Pacto global, assinado por 130 países em dezembro de 2018 em Marraquexe, Marrocos, documento que contou com o empenho da Santa Sé, pretende, para além da dignidade e legalidade nos processos migratórios, “reconhecer a interdependência dos Estados nas questões migratórias”.

“Quer valorizar a segurança mas também a legalidade do trânsito: reconhecer que as pessoas têm o direito a circular, procurar melhores condições de vida e devem sentir-se protegidas. As migrações, infelizmente, provocam várias vulnerabilidades: está também em cima da mesa a questão do tráfico humano, combater de forma transnacional uma vez que é um crime transnacional”, indica Eugénia Quaresma.

Centrada no tema «Não se trata apenas de migrantes», a partir da proposta que o Papa Francisco fez para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, a 29 de setembro, a peregrinação a Fátima, nos próximos dias 12 e 13, quer valorizar a essência do emigrante e peregrino português que todos os anos “faz muita questão de passar por Fátima”.

“O desenvolvimento humano integral que o Papa Francisco sublinha na mensagem não é apenas na dimensão económica, social e cultural, mas também espiritual. E devemos contar com os nossos emigrantes para isso, eles são uma mais-valia nos países de destino. Algumas igrejas estariam vazias sem as nossas comunidades emigrantes e cá dentro podem também contribuir com a aprendizagem que fizeram”, explica.

A semana de migrações é um tempo para “recordar, de forma mais viva, os que regressam, não só em tempo de férias, os emigrantes, mas os que regressam definitivamente, muitos para gozar a reforma, outros de forma sazonal; existe um regresso e existe esta preocupação em olhar para este emigrante que regressa, às suas origens”.

Realizar uma peregrinação a Fátima significa encontrar o lugar onde se “retemperam forças, local de espiritualidade de paz, de encontro com Deus, com Nossa Senhora”.

“Ali se faz a experiência da catolicidade da Igreja: podemos falar diferentes línguas mas unidos pela mesma esperança e fé. É isso que vivemos em Fátima, e daí a sua atualidade, 100 anos depois: poder fazer esta experiência de Deus, de comunhão, que é tão cara à pastoral das migrações”, afirma Eugénia Quaresma.

A responsável pela OCPM sublinha a importância que a mensagem do Papa tem tido, ao longo dos meses, “uma vez que foi sendo apresentada” e foi refletindo o trabalho que a pastoral das migrações tem vindo a fazer, “algum em parceria com a Cáritas Portuguesa”.

“A nossa realidade é distinta: alguns debatem-se com o acolhimento, outros a integração, outros a desertificação e nos países de destino encontramos diferentes realidades. Podemos adaptar esta mensagem àquilo que é a necessidade local. O desafio é olhar para o que localmente é preciso fazer e comprometemo-nos a acolher, a proteger, a promover e a integrar melhor”, explica.

A peregrinação nacional dos Migrantes e refugiados a Fátima vai estar em destaque no programa Ecclesia na Antena 1, no próximo domingo, às 06h00.

G.I./Ecclesia:OC/LS

CategoriaIgreja, Papa, Pastoral

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