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Observatório Pastoral

 

A vocação não surge do nada. Ela tem um ambiente muito preciso para surgir e para crescer. Segundo Bento XVI, «a primeira comunidade cristã foi originariamente construída quando alguns pescadores da Galileia, após o seu encontro com Jesus, foram tocados pelo seu olhar e pela sua voz, aceitando, em seguida, o seu urgente convite: “Vinde comigo, e farei de vós pescadores de homens” (Mc 1,17; cf. Mt 4,19)».

Na verdade, Deus tem escolhido sempre determinadas pessoas para trabalharem com Ele, de modo mais direto, e executarem o seu plano de salvação. Jesus propõe a cada um dos Apóstolos para que fique a seu lado (cf. Mc 3,14) e envolvendo-se na missão. «A missão da Igreja, portanto, baseia-se na comunhão íntima e fiel com Deus». Esta intensa comunhão favorece o surgimento de vocações para o serviço da Igreja. «O coração daquele que crê, cheio de amor divino, é animado a dedicar-se totalmente à causa do Reino. Para que as vocações sejam incentivadas, é importante organizar um trabalho pastoral dirigido precisamente para o mistério da Igreja-comunhão».

De facto, quem vive na comunidade eclesial facilmente aprende a discernir o chamamento do Senhor. «O cuidado das vocações necessita de uma constante “educação” para ouvir a voz de Deus, como Eli fez quando ajudou o pequeno Samuel a compreender o que Deus lhe estava a pedir e a executar imediatamente a ordem dada (cf. 1Sm 3,9).

É óbvio que o dócil e atencioso escutar apenas pode acontecer num clima de íntima comunhão com Deus. «Isso acontece principalmente na oração. De acordo com a ordem explícita do Senhor, imploramos o dom das vocações, em primeiro lugar, pela oração incansável e em comunidade, ao “Senhor da messe”. No centro de cada comunidade está a Eucaristia, fonte e cume da vida eclesial. (…)

Podemos afirmar que o «amor eucarístico motiva e alicerça a atividade vocacional de toda a Igreja porque as vocações para o sacerdócio, para os ministérios e serviços, desabrocham no Povo de Deus onde há pessoas nas quais Cristo pode ser visto através da sua Palavra, nos sacramentos e, especialmente, na Eucaristia». Maria deu apoio à primeira comunidade onde «todos tinham os mesmos sentimentos e eram assíduos na oração» (Act 1,14). Ela ajuda a Igreja a ser ícone da Santíssima Trindade no mundo de hoje.

Que a virgem Maria, que respondeu prontamente ao chamamento do Pai, dizendo «Eis a serva do Senhor (Lc 1,38), interceda para que, no seio do povo cristão, não faltem os servidores do amor divino, ou seja, «sacerdotes que, em comunhão com os seus bispos, anunciem fielmente o Evangelho e celebrem os sacramentos, cuidem do Povo de Deus, e estejam bem preparados. Que a sua ajuda faça crescer «o número de pessoas consagradas, que contra a corrente, vivam os conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência, dando profeticamente testemunho de Cristo e da sua mensagem libertadora de salvação».

É o que o Santo Padre nos pede.

 

Pe. João António Pinheiro Teixeira
In Sempre a começar, nunca a terminar, Paulinas
CategoryDiocese, Pastoral

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