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O Diácono Felisberto Marques, presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, anunciou que serão recuperadas quatro casas de habitação, que terão como finalidade alojar 16 pessoas, integradas na Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário.

Na conferência de imprensa, dada na terça-feira, dia 27 de fevereiro, na Casa Episcopal, o presidente explicou que as habitações serão destinadas a vítimas de violência doméstica, refugiados e sem-abrigo.

“Adquirimos essas quatro casas e fizemos a candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência Português (PRR) e foi aprovada. Estamos, neste momento, a realizar o concurso público para escolher o empreiteiro que há de fazer a obra”, explicou.

De acordo com o presidente, as casas deverão estar disponíveis para serem habitadas no prazo de um ano e o investimento é superior a 350 mil euros, com apoio de 80% do PRR.

Em declarações aos jornalistas, Felisberto Marques deu ainda a conhecer outro projeto ambicioso da Cáritas: a mudança de instalações da creche localizada atualmente na sede da instituição, essencialmente por questões de segurança. O projeto já está feito e, neste momento, está apenas por definir um local para a construção de raiz de novas instalações. “Achamos que não é a melhor localização, uma vez que funciona no primeiro andar do edifício e não estamos livres de haver ali um acidente”, explicou, exemplificando que existem vários constrangimentos em caso de situação de emergência que obrigue a uma evacuação.

Outra das razões apresentada por Felisberto Marques, prende-se com a melhoria de condições de conforto e de segurança que serão dadas às crianças. Com esta mudança, a Cáritas vai aumentar a capacidade de oferta de 25 para 42 vagas, num investimento de cerca de 150 mil euros. A candidatura para apoio será feita até ao final do mês de março para também vir a ter um apoio de cerca de 80% do PRR.

Depois da mudança de instalações, o espaço atual será recuperado para funcionar como apartamentos que servirão como fonte de receita para a instituição.

 

Balanço de 2023

Na conferência de imprensa, Felisberto Marques fez ainda um balanço do trabalho da Cáritas no ano passado, 2023, tendo feito 2.546 atendimentos, apoiado 1.988 famílias, abrangendo um leque de 6.610 pessoas, de acordo com os dados apresentados aos jornalistas.

A nível monetário, foi dado um apoio de 18.528 euros através do fundo solidário diocesano da Cáritas e, através do fundo nacional, foi utilizada a verba de 2.960 euros, que totaliza um montante de cerca de 21.500 euros.

Em relação aos atendimentos, a maioria das pessoas que atualmente procura ajuda é a comunidade brasileira. Por sua vez, as famílias em maior dificuldade são maioritariamente pessoas que estão desempregadas ou que, apesar de terem rendimentos, têm dificuldades em fazer face às despesas. “As pessoas vêm até nós porque sentem necessidade de apoio, vêm buscar algo que lhes faz falta e que é essencial mesmo para a sua própria dignidade”, destacou.

Em relação aos pedidos feitos à Cáritas, diz serem de alimentos, agasalhos ou apoios para medicação, aquecimento, transporte e pagamento da renda de casa. O presidente mencionou, também, que, no ano passado, foram apoiadas cerca de 60 pessoas, através de uma parceria com a Fundação Essilor e a Cáritas Portuguesa, que beneficiaram gratuitamente de próteses oculares e consultas.

Na Loja Social, o presidente da Cáritas contabilizou 350 famílias ajudadas, sendo que destas 167 procuraram ajuda alimentar. “Habitualmente vamos distribuindo alimentos que vamos recolhendo nas grandes superfícies. Contudo, a dispensa já está praticamente vazia, o que vai levar a instituição a adquirir bens nas próximas semanas”, explica o presidente, apelando, a quem quiser, para fazer donativos, “que serão recebidos com agrado”. Tendo em conta que esta semana está a decorrer o peditório nacional da Cáritas, a angariação de alimentos será feita apenas no Verão.

Durante a conferência de imprensa, referiu ainda o estudo “Pobreza e exclusão social em Portugal: uma visão da Cáritas”, apresentado no Porto, que “comprova que antigamente estar desempregado era sinal de pobreza, mas hoje, mesmo estando empregado, não significa que não possa estar em situação de pobreza”, referiu.

 

 

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