Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

A Igreja comemora hoje, 1 de janeiro, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e assinala o 59.º Dia Mundial da Paz. Na manhã de hoje, na Eucaristia presidida pelo Bispo de Viseu, D. António Luciano, na Catedral, foram vários os apelos deixados à construção da paz e ao combate à indiferença “por quem ainda não conhece e experimenta esta realidade profunda do nosso ser em relação com os outros”.

“Hoje somos convidados a viver a nossa fé, centrada em Deus que abençoa o seu povo na paz, e em Maria, a nova Eva, que nos acompanha com ternura e carinho, neste vale de lágrimas. Intercedendo por nós, junto do seu Filho, ensina-nos que a paz é um dom de Deus e um esforço de cada um”, frisou o Prelado.

Num mundo marcado por conflitos, violências e profundas feridas sociais, o Bispo lembrou que esta celebração nos recorda que a paz é dom de Deus, mas também uma tarefa confiada a cada pessoa. “Não podemos ficar indiferentes àqueles que ainda não conhecem a paz. Não podemos compactuar com o sofrimento de povos inteiros, nem fechar os olhos às realidades onde a guerra, a injustiça e a exclusão continuam a ferir, a matar e a destruir bens fundamentais”, apelou D. António Luciano.

Tendo Maria como exemplo maior de amor, o Bispo referiu-se à Mãe de Cristo e da Igreja, “como um sinal de luz e de esperança para a humanidade marcada por tantas dores, dúvidas, incertezas, fragilidades e inseguranças causadas pelo pecado e pelas guerras”.

“No íntimo do nosso ser, dentro do nosso coração, devemos cultivar amor, pois onde há amor não há lugar para a guerra, para o ódio e para a descriminação. Precisamos de um mundo mais empático, acolhedor e fraterno, como nos ensina Maria, que cuidou do seu Filho e continua a cuidar de nós, que ainda peregrinamos na terra”, acrescentou.

Ao evocar a Mensagem do Papa Leão XIV para este dia, sob o título: “A paz esteja com todos vós. Rumo a uma paz desarmada e desarmante”, D. António Luciano sublinhou que “a paz se concretiza através de palavras, de gestos simples e atitudes concretas de proximidade, cuidando do próximo à maneira de Jesus”.

Citando um excerto da mensagem do Papa, recordou que ,“antes de ser um objetivo, a paz é uma presença e um caminho. Mesmo quando é contestada dentro e fora de nós, como uma pequena chama ameaçada pela tempestade, somos chamados a guardá-la, sem esquecer os nomes e as histórias daqueles que a testemunharam. Ela é um princípio que orienta e determina as nossas escolhas”.

Ao mencionar o Jubileu da Esperança, que vivemos ao longo do ano que terminou, o Bispo convidou a assembleia presente a abraçar os desafios e apontou para a missão de continuarmos a ser “peregrinos da esperança e da mudança, num mundo que anseia pela luz de Cristo, a única capaz de acabar com as trevas.”

D. António Luciano terminou a homilia desejando a todos um próspero Ano Novo 2026, cheio das maiores bênçãos e graças de Deus. Pediu, por intercessão da Santa Mãe de Deus e Rainha da Paz, um grande empenhamento de todos os batizados na construção da paz, do diálogo e da comunhão nas suas comunidades e na sociedade”, concluiu.

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