Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

Hoje, 4 de junho, a cidade de Viseu voltou a reunir-se para celebrar a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, conhecida como Corpo de Deus, num ambiente marcado pela fé, oração e comunhão.

Milhares de fiéis acompanharam, ao final da tarde, a Procissão pelas ruas da cidade, que este ano teve início na Igreja de Coração de Jesus e terminou no Adro da Sé, presidida pelo Bispo de Viseu, com a presença de padres, diáconos, consagrados, acólitos, leigos, irmandades, movimentos, associações, escuteiros e guias.

Ao longo do percurso, os participantes testemunharam publicamente a sua fé, numa manifestação de profunda devoção a Cristo na Eucaristia, onde sobressaíram os tapetes de flores, uma tradição que ainda se mantém e que continua a dar dignidade à celebração.

Da parte da manhã, o Bispo presidiu à celebração da Eucaristia, na Catedral. Durante a homilia, D. António Luciano recordou que esta solenidade convida “a Igreja a fazer memória e a celebrar os mistérios da última Ceia de Jesus com os seus Apóstolos, quando instituiu o Sacramento da Eucaristia, para ficar junto de nós, através da vida, da comunhão, do amor, da caridade e do serviço”.

Para D. António Luciano, “a Eucaristia é a verdadeira escola do amor de Deus para com toda a humanidade”. “Aprendamos a viver a fé, a partir da Eucaristia preparada, celebrada, vivida, comungada e testemunhada, como fiéis empenhados no meio do mundo, de modo a sermos presença de Cristo, verdadeiro sinal da Igreja sinodal, que forma o Seu Corpo”, disse.

Perante o mundo de hoje, “tão fragilizado e mergulhado em situações de extrema pobreza e de guerra”, o Prelado disse que “não podemos ficar indiferentes a estas realidades, que nos levam cada vez mais a repensar o valor dos bens materiais e do pão que, em cada dia, devemos saber partilhar com o próximo”.

Referindo-se ao significado deste dia para a vida da Igreja, D. António Luciano sublinhou o desejo de que esta solenidade seja um impulso renovador para as comunidades cristãs. “Que as nossas paróquias e as nossas comunidades fiquem mais revigoradas, sejam verdadeiramente eucarísticas e deem muitos frutos de amor, caridade, humildade, fé, esperança e de paz ao nosso mundo”, frisou.

No final da Procissão, no Adro da Sé, o Prelado pediu ainda orações pela santificação dos sacerdotes e pelo aumento das vocações sacerdotais, “pois só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir à Eucaristia e consagrar o pão e o vinho, para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor”.

A celebração terminou com os fiéis reunidos para receber a bênção do Santíssimo Sacramento, concluindo uma expressiva manifestação pública de fé e devoção a Jesus na Eucaristia.

Esta exultação popular acontece 60 dias após a Páscoa, uma quinta-feira, ligando-se assim à Última Ceia de Jesus com os seus discípulos, na qual instituiu a Eucaristia.

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