Passou a Semana dos Seminários, em que fomos chamados a rezar pelas vocações ao sacerdócio. Os Seminários da nossa diocese têm hoje uma configuração e funcionamento bem diferente do que tinham há alguns anos, em que havia o Seminário Menor a funcionar em Fornos de Algodres e o Seminário Maior instalado em Viseu, no Largo de Santa Cristina.
As circunstâncias e a realidade são outras, iniciando-se o Seminário Menor junto das famílias onde vivem os alunos que começam a sentir o apelo à vocação sacerdotal. É o chamado Seminário em Família. Os adolescentes são acompanhados pela Equipa Formadora do Seminário e convidados a reunir periodicamente, ao longo do seu crescimento, em fins-de-semana de aprofundamento vocacional. São 3 grupos de acompanhamento:dos 10 aos 13 anos de idade, dos 14 aos 17 anos, e a partir dos 18 anos.
A partir dessa idade, o jovem entra no chamado Seminário Vocacional, onde encontra um acompanhamento diário no discernimento da vocação sacerdotal, enquanto frequenta o ensino secundário (10º-12º ano de escolaridade). A partir daí, surge o Seminário Maior/Pastoral, onde o jovem recebe formação específica para o serviço pastoral sacerdotal, fazendo o Mestrado Integrado de Teologia (5 anos), no Seminário Interdiocesano de S. José em Braga.
A Formação em Pastoral Prática (6º ano) é realizada na Diocese de Viseu, junto de comunidades paroquiais, tal como o Estágio Pastoral (7º ano).
No que toca à Vocação Presbiteral, tão essencial à reforma da Igreja em todas as épocas históricas, uma das fontes primordiais da renovação da Igreja é a celebração dos Sacramentos, em que os Padres têm um papel fundamental, que lhes é dado pelo próprio Jesus Cristo no Sacramento da Ordem.
Estamos convencidos de que esta dimensão vocacional é um dos aspetos caraterísticos da “fidelidade, criatividade e comunhão” que matizam a Carta Pastoral de D. Ilídio para nos ajudar a “imprimir” o tema deste ano na prática dessa renovação diocesana. Na verdade, formar padres, hoje, não acontece da
mesma maneira que há 5 ou 10 anos atrás (muitos menos 30!), dados os condicionamentos e as realidades a que é necessário, através deste ministério, dar resposta criativa, na pressuposta base de uma resposta fiel ao Mestre que é Cristo (o verdadeiro formador!).
O itinerário deste ano procura, pois, no diálogo que D. Ilídio nos propõe entre a fidelidade e a criatividade, ser um auxílio para a comunhão eclesial no que toca ao insubstituível papel dos (futuros) presbíteros.
Objetiva-se, à partida, o que significa vir a ser padre na Diocese de Viseu, para, de comum acordo, se saiba que este ministério é a resposta a um chamamento prévio do Senhor, entre a liberdade do sujeito (subjetiva) a adequar aos valores (objetivos) do chamamento, para ser Dom de Deus no concreto desta porção da Igreja.
G.I./P. António Jorge – Reitor dos Seminários