Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

 

  1. Luz para se revelar às nações.

A festa é uma celebração da Luz, quarenta dias depois da celebração do Natal, lembramos Maria, como Aquela que deu à luz um Filho, o Emanuel, o Deus connosco e hoje O apresentar no Templo do Senhor em Jerusalém, na companhia de São José seu esposo, para cumprirem o que estava prescrito na lei de Moisés, oferecendo o seu Filho Primogénito ao Senhor, acolhidos pelo velho Simeão e a profetiza Ana. “os meus olhos viram a salvação, agora podeis deixar ir em paz o vosso servo”. Também nós hoje queremos acolher Jesus, que é apresentado a todos nós como Luz dos povos, “luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo”. (Lc 2, 22-40), luz que ilumina a nossa própria vida. É um dia para rezarmos pelas nossas famílias e pela sua santificação, agradecendo também a Deus o dia em que elas nos ofereceram a Senhor no dia do nosso Batismo.

Queridos irmãos e irmãs, caríssimos consagrados, saúdo-vos com alegria a vós que fostes chamados (as) a uma especial vocação de consagração nas diversas ordens, congregações, institutos de vida consagrada, religiosos (as), contemplativas e de vida ativa, missionárias (os), sociedades de vida apostólica, membros de institutos seculares e outras formas novas de consagração de movimentos e obras, que estais a trabalhar apostolicamente na Diocese de Viseu.

Caros membros da direção do Movimento Educadores Católicos (MEC) e todos aqueles que pertencem ao movimento.

Caros membros da direção do Movimento Esperança e Vida (MEV) do movimento de espiritualidade para viúvas.

A todos(as), o meu obrigado sincero pela vossa vocação batismal, pela vossa consagração e missão. Que o vosso testemunho alegre e generoso seja fonte de novas vocações. Neste dia em que Jesus é apresentado no Templo de Jerusalém ao Senhor, como nos relata o Evangelho, rezo por vós caríssimos  cristãos e pelos membros dos movimentos que hoje recordamos.

Lembro que também hoje celebramos o Dia da Universidade Católica Portuguesa, cujo tema é o seguinte: “A Universidade como protagonista do futuro”. Também a nossa cidade tem um polo da UCP, por isso a partilha do peditório da Eucaristia de hoje é para a Faculdade de Teologia, para esta ajudar na formação dos futuros sacerdotes, os alunos de teologia, logo os nosso seminaristas.

Rezo por vós os consagrados presentes nesta diocese, pelos vossos fundadores, institutos de vida consagrada e pelos membros sofredores de cada uma das vossas comunidades.  Eles são uma hóstia viva oferecida permanentemente ao Senhor pela sua Igreja, por nós e pelo nosso mundo, ao qual fomos enviados a anunciar a “Alegria do Evangelho”.

Neste ano em que vivemos na nossa diocese o lema do: “Sacramento do Batismo, caminho de santidade”, deixai que partilhe convosco alguns desafios, que nos ajudem a rezar melhor, a aceitar mais, a compreender com amo fraterno as pessoas nesta nova época da nossa história, que somos chamados(as) a viver, a partilhar e a testemunhar o dom da nossa vocação de consagração. Mergulhamos na raiz da nossa vocação batismal, como caminho de santidade, sejamos capazes de viver como “Consagrados para Evangelizar” e produzir frutos novos de caridade para a vida do mundo.

  1. A vida consagrada é uma busca constante de Deus.

“Oferece-nos, desde as origens, este testemunho privilegiado, de uma busca constante de Deus, de um amor único e indiviso para com Cristo e de uma dedicação absoluta ao crescimento do seu Reino. Sem este sinal concreto, a caridade que anima a Igreja inteira correria o risco de arrefecer,  o paradoxo salvífico do Evangelho de atenuar-se e o “sal” da fé de diluir-se num mundo em fase de secularização”  (Paulo VI, Exortação Evangelica testificatio, n.º3).

O desejo de recebe a fé, de recebe a luz, como nos lembram as leituras de hoje “vou enviar o meu mensageiro (…) “o Senhor a quem buscais”, o que “Sentar-Se-á para fundir e purificar” (Mal 3, 1-4), é o “Senhor do Universo é o rei da glória” (Sl 23). Jesus participa da nossa natureza humana, “Ele próprio foi provado elo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação” (Hebr 2, 14-18) Querer ter fé como o povo de Israel depois de ter regressado do exílio. Pensemos também no nosso tempo, onde hoje muita gente também procura no meio das dificuldades a luz que é Jesus. Por isso como anunciava Malaquias Jesus entra na história da humanidade para introduzir o novo culto.

  1. A vida em comunidade é uma expressão de testemunho do amor trinitário

“Sabeis bem que as comunidades de pessoas consagradas são lugares nos quais se pretende viver a experiência de Deus a partir de uma forte interioridade e em comunhão com s nossos irmãos. Este é o primeiro desafio fundamenta que as pessoas consagradas enfrentam e que hoje desejo confiar-vos em particular: fazer juntos a experiência de Deus para poder mostrar Deus a este mundo de modo claro  e corajoso, sem concessões nem hesitações. É uma grande responsabilidade!” (Discurso à Ordem de Santo Agostinho, reunidos os Superiores em Capítulo Geral em Roma, Vaticano 13 de setembro de 2019). Na diversidade de carismas somos chamados  a construir a comunhão e a unidade. Quem tem os olhos fixos em Jesus saber viver na esperança e ir como luz ao encontro dos outros.

  1. Consagrados(as) para Evangelizar

Convido-vos a rezar juntos(as), por todos os consagrados para termos a audácia e a fortaleza de sermos felizes e fiéis ao dom da vocação de consagração, animados pelo “Fiat”, e “Magnificat” de Maria, modelo de todos os consagrados, conscientes de que fomos chamados para “deitar  a mão ao arado e não olhar para trás”, mas para com Jesus fazermos o verdadeiros discernimento para o crescimento do Reino, que nos leva “pela perseverança a salvarmos as nossas almas”.

Que no projeto do carisma fundacional em cada dia, possamos repetir como São Paulo: “Ai de mim se não Evangelizar” e, no percurso de cada serviço realizado possamos dizer: “Para mim viver é Cristo”. Eis o segredo de toda a vocação, desde o batismo, ao compromisso de uma vocação de plena consagração na vida da Igreja.

Com o velho Simeão, também nós tomando Jesus em nossos baços, contemplando o Salvador do mundo, como Maria e José, na diversidade do nosso agir pastoral e nas tarefas que nos estão confiadas renovemos o nosso “sim” dizendo: “os meus olhos viram o Salvador, Luz para se revelar às nações e glória de Israel vosso povo”. Amen!

 

† António Luciano, Bispo de Viseu

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