Open/Close Menu A Diocese de Viseu é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Portugal

Iniciamos a Semana Santa com a celebração do Domingo de Ramos. Nesta celebração da Paixão e Morte de Jesus são benzidos os ramos para recordar a entrada triunfal de Jesus na cidade Santa de Jerusalém, onde foi aclamado como rei. “Hossana! Hossana ao Filho de David! Bendito Aquele que vem em nome do Senhor”. O nosso rei vem montado numa jumentinha: “Bendito Aquele que vem em nome do Senhor”.

“Hossana tu reinarás, na Cruz tu nos salvarás! É sobre a proteção da Santa Cruz, que iniciamos este tempo de graça e salvação, que nos conduz com esperança aos verdadeiros mistérios da vida, cheios de júbilo e confiança chegaremos renovados às Festas da Páscoa da Ressurreição.

A Cruz peregrina e o ícone de Maria, Salus Populi Romani já estão no meio de nós. É uma festa, uma alegria, um dom vindo do céu, um privilégio para nos ajudar a viver este tempo da Quaresma/Páscoa como um verdadeiro retiro espiritual.

Aproveitemos esta oportunidade para fazer e acompanhar a peregrinação dos símbolos da Cruz e do ícone de Maria com a nossa fé, a nossa oração, a nossa entrega incondicional à Igreja em verdadeiro espírito de caridade.

Os símbolos foram acolhidos em ambiente de festa, no domingo passado na nossa mui antiga cidade de Viseu. Foi em espírito de fé cristã, com a confiança no Senhor e a esperança de que a sua passagem pela nossa Diocese anime o coração de todos e realize uma sementeira abundante da boa nova do Evangelho nas nossas vidas. As palavras de Jesus e os gestos de Maria, que vamos procurar imitar na nossa vida de cristãos, devem produzir frutos novos de caridade e de paz na Igreja e no mundo para bem da humanidade.

Que a cruz do Senhor não passe despercebida no meio de nós. Pedimos a Jesus para que a passagem da sua Cruz pelas nossas paróquias e lugares seja um privilégio para as crianças, os jovens, os adultos e para todos os animadores dos grupos de jovens. Fazer esta experiência do encontro e da proximidade com os símbolos das JMJ e o que eles significam na nossa vida cristã é algo de original e único.

O sonho de a cruz de Jesus chegar a todos é uma bênção e uma oportunidade para abrirmos o coração a Cristo Ressuscitado, o Salvador do mundo. Com Jesus e Maria, que nos visitam em ambiente de festa empenhemo-nos na reta final da Quaresma a renovar a nossa vida interior tendo como meta a transformação do mundo.

Acolher a cruz de Jesus é uma graça única, uma oportunidade para cada um encontrar o bem maior, o tesouro escondido, único Salvador do mundo. Com Jesus e Maria tudo é possível, encontramo-nos com Deus, connosco mesmos e com a natureza. Em Cristo todas as coisas foram criadas e redimidas, ao nome de Jesus tudo se enche de beleza e transforma.

O grande segredo do apostolado com os jovens é o sorriso, a grande força da pastoral juvenil é a graça de Deus e o sofrimento de Jesus oferecido por mim, por ti na cruz.

A minha cruz e o meu sofrimento só o direi a Jesus, que me diz “basta-te a minha graça. Só o Senhor é conhecedor das minhas fraquezas, das minhas dores, dos meus desânimos, dos meus fracassos.

Senhor, unido à vossa cruz, fazei de mim um servo fiel para anunciar a Alegria do Evangelho. Os cristãos devemos saber sorrir abraçados à cruz de Jesus. “Toda a nossa glória está na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Só Jesus é verdadeiramente o nosso Rei, o amigo que nunca falha, o companheiro dos jovens e daqueles que pegam na sua cruz de cada dia e o seguem.

Aprendamos a contemplar a vida de Jesus, olhando para o crucificado. Ele deu a vida por nós e pela humanidade, nas Suas Santas Chagas fomos curados. Ao olhar para Aquele que foi levantado na cruz descobrimos o tesouro do nosso resgate e da libertação do domínio do mal e da força do pecado.

A árvore da vida manifestou-se na cruz do Senhor. A cruz tornou-se remédio para curar todos os males e enfermidades do mundo. As chagas e as feridas de Jesus, que lhe causaram tanto sofrimento no mistério da sua paixão e morte, foram oferecidas ao Pai pela nossa salvação. Nós fomos lavados com as gotas de água e de sangue, que jorraram do seu lado santíssimo aberto para se tornarem o remédio e a salvação de todo o género humano.

O seguimento de Jesus implica desprendimento, radicalidade e compromisso de fé. “Quem quiser ser meu discípulo, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz de cada dia e siga-me”. O discípulo não é mais do que o seu Mestre. O Filho do Homem veio para servir e dar a vida por todos. O caminhar com Cristo é um desafio para peregrinar em santidade para a Jerusalém celeste acompanhado por Maria.

Junto da Cruz de Jesus estava sua mãe e o discípulo, que Jesus amava. Contemplemos a beleza e a vida de Jesus e de Maria, a grandeza de dois corações, que se amam e se tornam presentes nestes dias na peregrinação dos símbolos das JMJ pelas comunidades da Diocese de Viseu.

Jesus entregou-se voluntariamente à morte na cruz pelos nossos pecados. Valorizemos a vivência do Domingo de Ramos, do Tríduo Pascal com os mistérios do Sacerdócio, da Eucaristia e do mandamento novo do amor; acolhamos o dom do sofrimento do crucificado e a sua morte na cruz como oferta de salvação; busquemos no silêncio e na oração, o despontar do novo dia que nos traz a vida nova em Jesus Cristo, o Ressuscitado na manhã solene de Páscoa.

Anunciemos ao mundo a Morte do Senhor Jesus, proclamemos a Sua Ressurreição, esperando a Sua vinda gloriosa.

Como discípulos missionários, todos juntos, ajudemos os jovens a fazer o caminho sinodal, pregando ao mundo Jesus Cristo, crucificado, ressuscitado.

 

† António Luciano,
Bispo de Viseu
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