Ontem, 18 de outubro, Dia Mundial das Missões, o Bispo de Viseu, D. António Luciano, presidiu à Eucaristia de ação de graças pelo 360.º aniversário da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres. A celebração foi concelebrada pelo Capelão da instituição, Padre Eurico Sousa, tendo também sido assinalados os 11 anos do Agrupamento de Escuteiros de Fornos de Algodres.
Na homilia, o Bispo começou por felicitar a instituição e todos os presentes pelos 360 anos de serviço aos mais vulneráveis.
“A Santa Casa da Misericórdia, com as suas valências, no serviço às crianças, idosos e doentes, presta cuidados de amor, proximidade, escuta, fraternidade e solidariedade, segundo o espírito das obras de Misericórdia corporais e espirituais”, sublinhou D. António Luciano, enaltecendo o trabalho desenvolvido ao longo de mais de três séculos.
Ao refletir sobre a importância da missão, o Bispo salientou a necessidade de “cuidar da vida humana com dignidade moral e espiritual, de modo a produzir em cada um de nós frutos de caridade”, alertando ainda para a importância de assumir, “com alegria, disponibilidade e esperança, a missão de servir o próximo”.
Evocando o Dia Mundial das Missões, que assinalou o seu centenário, destacou a nobreza da missão ao servir o próximo e testemunhar a caridade cristã, citando a mensagem do Papa Leão XIV para este dia, ‘Um em Cristo, Unidos na missão’, que fala sobre o caminho missionário vivido com alegria e zelo no Espírito Santo.
Na sua intervenção, o Provedor da instituição, Luís Miguel Ginja, destacou que esta celebração é, acima de tudo, uma homenagem às pessoas que, ao longo dos séculos, contribuíram para a sua história, desde “os fundadores, que tiveram a coragem de sonhar e agir, aos colaboradores, que diariamente transformam o esforço em esperança”, e à comunidade, cujo apoio e confiança são essenciais para a missão da instituição.
O responsável sublinhou ainda que a Misericórdia nasceu para servir com dignidade, tendo como princípios fundamentais a caridade, o respeito pela pessoa, a humanidade, que reconhece no outro um irmão, e a justiça, garantindo que ninguém fica para trás.
Assinalando a importância deste marco histórico, o Provedor afirmou que a instituição não celebra apenas o passado, mas também o presente e o futuro, renovando o compromisso de continuar a servir a comunidade. Concluiu, desejando que cada participante levasse consigo a certeza de que “a Misericórdia é feita de mãos que ajudam e corações que acolhem”.
No final da celebração, D. António Luciano benzeu um quadro sobre as Obras de Misericórdia, “Dar abrigo aos peregrinos”. Após a bênção final, os participantes foram convidados para um momento de confraternização no exterior da igreja.
Na Eucaristia estiveram presentes os membros dos órgãos sociais, direção técnica, irmãos e irmãs da instituição, funcionários, utentes e benfeitores, assim como o Presidente da Câmara Municipal, Alexandre Lote, representantes de instituições locais e demais pessoas que, ao longo dos anos, contribuíram para a história da Misericórdia.
Também a comunidade esteve representada em grande número, tendo-se associado a este momento marcante de celebração do compromisso de várias gerações ao serviço dos mais frágeis.