A Igreja católica, constituída por todos os batizados que vivem a Fé em Cristo unidos ao Santo Padre, está presente em todo o mundo, constituída por pessoas de todas as raças, regiões, culturas…
Se todos os cristãos têm a mesma dignidade aos olhos de Deus, nem todos têm as mesmas funções, sendo os fiéis convidados a viver em comunhão na sinodalidade, que é uma maneira de desenvolver a relação entre todos os ministérios eclesiais respeitando o princípio da unidade na pluralidade.
Porém, apesar da igualdade existente entre todos os fiéis, a Igreja detém uma constituição hierárquica, que constatamos na sua configuração: dioceses espalhadas em todas as regiões do globo, detendo a diocese romana uma relevância única, pois nela se encontra o sucessor de Pedro.
Governam as dioceses os Bispos, diocesanos, sendo a romana governada pelo Papa, que assume, como sucessor de Pedro, uma função especifica relativamente aos seus irmãos bispos, sucessores dos Apóstolos.
Como bispos que são, receberam, pela consagração episcopal, as funções de santificar, de ensinar e de reger (governar) a diocese que lhes foi confiada.
Um Bispo não deixa de ser humano, apesar de receber a consagração episcopal. Continua a ser a mesma pessoa, com todas as qualidades e limitações próprias da condição humana, pelo que não pode estar em todo o lado, fazer tudo, pensar tudo, necessitando de pessoas que colaborem com ele mais diretamente, embora todos os fiéis que trabalham no anúncio do Reino em toda a diocese sejam importantes.
Se, hipoteticamente, um bispo fosse um “super-homem”, estaríamos numa possível inviabilização da sinodalidade, que a todo o momento surge na boca de tanta gente, mesmo que não vivam a Fé cristã na comunidade católica.
As pessoas que colaboram com o Bispo mais de perto fazem parte da Cúria diocesana, composta pelas instituições e pessoas que lhe prestam serviço em toda a diocese, sobretudo na direção da ação pastoral, na administração da diocese e no exercício do poder judicial (embora este funcione de modo diferente).
Para uma maior eficácia, é necessário fazer com que o trabalho dos seus organismos esteja bem distribuído e coordenado, evitando-se recíprocas interferências, diferenciações supérfluas de tarefas ou a sua confusão. Se todos os ofícios existentes na Cúria são importantes, assume uma importância única o Moderador da mesma, pois tem a função de coordenar todos os seus serviços, promovendo ações que a ajudem a desenvolver com maior eficácia as tarefas próprias da cúria.
Urbanidade, transparência, lealdade, verdade, responsabilidade, sigilo, competência, são atributos obrigatórios para quem exerce funções na cúria, que responde perante o bispo.
P. Alcides Vilarinho